terça-feira, 26 de abril de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Paixão de Jesus Cristo e nossa Vida


"Eram na verdades nossos sofrimentos  que ele carregava, eram as nossas dores, que levava nas costas”. (Is 53, 4)


Queridos irmãos,

Celebraremos, nesta Grande Semana, o ministério de nossa fé, Jesus Cristo, o Filho de Deus, que dá a sua vida em remissão dos pecados da humanidade. Rememorar o dia em que o véu do templo se rasgou de alto a baixo como sinal de repúdio ao brutal crime que foi cometido. Julgamos como más as atitudes de um bom homem, o condenamos, e matamos um inocente.
Isaias no capitulo 53, revela-nos o verdadeiro sentido da obediência, apresenta-nos um servo humilde, compassivo, que coloca sua missão em primordial lugar, acima. Aquele que não haverá de trair sequer a nenhum pedido de Deus. Aquele que foi desprezado por todos, a quem achávamos que fosse um castigado de Deus, mas ao contrário disto “estava sendo traspassado por causa de nossas rebeldias” estava sendo esmagado por nossos pecados.            
O servo de Javé é o próprio Jesus, o cordeiro imolado que levado ao matadouro não abre a boca, apenas observa tudo ao seu redor. Mas, meus irmãos, o que não entendemos: o cordeiro, animal irracional, tem como destino morrer para saciar a fome do homem, mas, ao contrário, um homem teve que morrer assinado para saciar a sede de vida dos que se encontravam sedentos e perdidos nas sombras da morte.
Quem se preocupou com a vida dele? Certamente nenhum daqueles que o viram morrer, pois enquanto o Filho do Homem morria na cruz, sofria com os infortúnios que o atingiam naquele momento. E, assim, esqueceram-se que “eram as nossas dores que ele carregava”, era sobre os doces ombros humanos que pesava o grosseiro lenho da cruz.
O que fizemos por ele? Onde nos escondemos enquanto ele padecia? Será que fomos tão infiéis como Simão Pedro, que ao perceber o liminar da condenação diante dele e super alimentado pelo medo humano, preferiu negar ter qualquer parte com Jesus ao aceitar o suplicio? Quão mesquinha esta atitude, mas quão sublime a intenção de Deus - permitir que Pedro pecasse, negasse o Filho, para depois se reconhecendo, aceitando-se um pecador, limitado e cheios de fraquezas, pudesse voltar atrás, pedir perdão e receber em troca a coroa inacessível da vitória sobre o pecado.
Amados irmãos, foi neste momento de maior dor carnal, espiritual e moral, que Jesus percebendo a dor de sua mãe e angustiado com o sofrimento daquela que o gerou, não se manteve passivo, mas tentou de todas as formas confortá-la e decide por deixá-la sob os cuidados do discípulo que ele mais amava - "mulher eis aí teu filho” - e vira-se para o discípulo, que também indagando-se acerca do motivo para toda aquela brutalidade, o entrega a missão de cuidar da mãe de seu Mestre - “eis a tua mãe”  - e, deste momento em diante, o discípulo acolhe a Mulher.
É a Igreja que acolhe a mãe das dores, a virgem que foi fiel a Deus até na cruz, de onde não saiu, pois queria acompanhar aquele homem que há tempos era um menino que a mãe ensinava a falar, andar, a ser gente e que, agora, essa mãe contemplava suspenso num madeiro; o pequeno que entre os doutores dava insignes ensinamentos, o menino que sorria ao olhar pro céu e na cruz se entristece por saber que esta morrendo sozinho e abandonado.
A mesma mulher, mãe adotiva do discípulo amado, recebeu em seus braços o seu filho. Quanta dor existe neste coração tão humano, quanta aflição ao ver morto em seus braços o filho que um dia embalou para que dormisse. Maria contempla a tarde que cai, o céu que fica nublado e aquele que era pra ser garantia de salvação de todos, volta ao Pai eterno sob os carinhos de sua senhora. A mãe perde seu filho, nós nossas esperanças. Enquanto n’Ele a dor é cessada, em nós a fé se esvai e nela a dor torna-se mais aguda.
Quanta dor no coração de Maria. Quanta dor também existe no coração de tantas mães que perdem seus filhos para o mundo, que se envolvem nas suas mais supérfluas ilusões.
Meus irmãos que são pais, minhas irmãs que são mães, caros jovens filhos, rezemos para que não caiamos na tentação do mundo, rezemos para que não usufruamos dos prazeres terrenos de forma exacerbada a ponto de esqueçermo-nos das alegrias celestes.
Aproximando-nos para vivermos os santos mistérios de nossa fé, o Senhor nos convida a olharmos com mais carinho para nossa vida, para nosso lar, para nossa mãe terra. Não a deixemos morrer. Ela geme como em dores de parto e nos implora que cessemos com tanta destruição. O que nos foi dado gratuitamente, nos foi apenas como garantia de vida, e não para usá-lo ao nosso bel prazer, esquecendo-nos da preservação.
Não façamos como os que condenaram o servo de Javé, que se esqueceram que ele veio para nos garantir vida, e vida em plenitude. Lembremos da função e existência dessa mãe tão bondosa que não cessa de nos conceder seus bens para nos trazer o Bem.
Irmãos, cuidem com mais atenção de nossa mãe terra, sobretudo neste tempo onde as catástrofes assolam a população mundial. E isto não tem outros culpados além de nós mesmo e, como pecadores arrependidos, reconciliados com Deus através de Jesus Cristo, assumamos nova postura, e esta de escrúpulo diante da situação da nossa genitora mor.
Fiquem com Deus e uma Semana Santa cheia de paz a todos Vocês.


Ps.: Irmãos, somos conscientes de que nossa missão como propagadores do Senhor não é simples, nem tão pouco fácil, mas é necessário que o reino de Deus seja anunciado. Por este motivo, parto amanhã em missão para o sul de Minas Gerais, na cidade de Campos Gerais, e estarei celebrando a Semana Maior junto com o povo de Deus daquela região. Peço a oração de intercessão de todos.
Sem. Alisson Paulo Gomes. 
 Ordem de Santo Agostinho.  

terça-feira, 12 de abril de 2011

Paróquia realizará XIII Louvai a Deus

No domingo de Páscoa (24), a partir das 16h, no Ginásio de Esportes Luiz Alves da Silva, a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Rio Largo (AL) realizará a 13ª edição do “Louvai a Deus”, com o tema “Cristo Ressuscitado, Fundamento da Nossa Fé”.
Realizado anualmente, é no Louvai a Deus que a comunidade se reúne para celebrar a ressurreição de Cristo, com louvores, peças, músicas, adoração ao Santíssimo Sacramento, Santa Missa e muito mais.


Venha louvar também!




Por PASCOM
Rio Largo

sábado, 9 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Carta aos amigos

Caríssimos irmãos em Cristo,


Graça e paz da parte de Deus nosso Pai e de Jesus nosso Irmão, que nos amou com a plenitude de sua humanidade entregando-se por nós num madeiro. É com muita alegria que, mais uma vez, nos comunicamos por meio desse simples e mero instrumento. Conto a alegria de servir ao meu Senhor e mestre a quem entreguei tudo que tenho e sou. É ele o sustentáculo de nossa vida e o fundamento de nossa caminhada.
O que seria de nós se o Senhor não nos sustentasse? O que seria de nossa vida se Ele não a garantisse a existência? O que seria de nós sem o seu sacrifício no alto do patíbulo? Nós não seriamos nada! Absolutamente nada! É Ele que vem nos garantir existência e nos dar a salvação. Por isso amá-lo deve ser a nossa resposta a sua grande entrega.
Diz-nos São Vicente de Paulo: "Amar não é o bastante. É preciso prová-lo". E como provar? Observando o exemplo já dado por Cristo e pelos tantos santos que imitaram seu exemplo. A marca e o critério de ser cristão e seguir o Cristo e segui-lo até as últimas consequências, sem nos paralisarmos na nossa vontade, no nosso querer. É deixar que Ele viva em nós.
É, sem dúvida, um tempo privilegiado de conversão e, sobretudo, de escuta da palavra de Deus. Este é o tempo de preparação para o ápice de vida terrena do Messias; o Servo Sofredor que veio para fazer a vontade de seu Pai celestial, a sua páscoa. Assim, mortos com Cristo e ressuscitados nEle, devemos viver segundo uma moral de ressuscitados e não segundo os interesses e desejos nossos e deste mundo que muitas vezes são tão contrários aos desígnios de Deus. Vivamos, pois, o exemplo de Cristo, que prova pela sua vida, que não há nada mais importante que a obediência ao Pai.
A liturgia da palavra deste tempo vai focar a conversão do coração como meio de conversão. Convida-nos a fazer dele o altar do sacrifício onde devem ser imoladas as nossas vontades e interesses. É comum no evangelho a crítica de Jesus ao farisaísmo e, com mais relevância, à hipocrisia. Se formos à origem etimológica da palavra, veremos que hipocrisia deriva do grego hipo (abaixo, escondido) - crisis (jugo, julgamento, etc). Literalmente diríamos: é aquele que tem pouco juízo, não pensa bem as coisas, ou que tem o juízo escondido, que tende esconder a sua real maneira de ser. Logo, Jesus condena essas práticas de vida dupla e imoralidades próprias de seu tempo e tão comuns na sociedade hodierna.
Enfim, o tempo quaresmal é um tempo de conversão. De mudança de hábitos, de mudança de coração. Eis que o reino de Deus está perto. E como vai a minha vida? Como vai a minha caminhada para conquista deste novo reino que se anuncia? Devo estar restaurado como uma veste esplendorosa, lavada pelo sangue do Cordeiro.


Rafael dos Santos, Seminarista

Dois anos depois do fato, Mons. José Nilton fala... (por PASCOM Mãe do Povo)

No último dia 31/03, depois de dois anos que deixou Rio Largo, Mons. José Nilton falou a Pascom: "Sou natural de Palmeira dos Índios, Alagoas, de família cristã, batizado na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, catedral diocesana. Estudei meus primeiros anos de escola, no Grupo Escolar Almeida Cavalcante, em minha terra natal, conclui o primeiro grau na Escola Professora Maria José Loureiro, no CEPA, em Maceió. Fui crismado na Igreja Matriz de São José, Trapiche da Barra. Conclui meus estudos de segundo grau no Colégio Estadual Humberto Mendes, em minha cidade Natal, quando fui enviado por Dom Epaminondas José Araújo, para estudar filosofia e Teologia, no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio de Juiz de Fora, Minas Gerais. Fui instituído nos primeiros ministérios de leitor e acólito na Igreja de São Sebastião no Prado, por Dom Fenelon Câmara Filho, Arcebispo da época. Ordenado diácono por Dom Fernando Iório na Catedral de Nossa Senhora do Amparo, em minha cidade Natal.
Em 25 de janeiro de 1986, com vinte e seis anos de idade, em Palmeira dos Índios, pela imposição das Mãos de Dom Fernando Iório Rodrigues, ( in memorian ) bispo diocesano, e Oração de consagração, fui ordenado presbítero para o serviço da Igreja de Deus.
Logo após a minha ordenação sacerdotal fui nomeado vigário paroquial da catedral diocesana, onde exerci por dois anos e meio, os primeiros anos de meu sacerdócio.
Tendo em vista as necessidades da Arquidiocese de Maceió, e a pedido do seu arcebispo de então, Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, fui enviado por meu bispo, Dom Fernando Iório Rodrigues, para servir a Arquidiocese de Maceió, na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, do Rio Largo, bem como, no Seminário da Província e concluir na Universidade Federal de Alagoas a minha Licenciatura em Filosofia.
Em Rio Largo cheguei em 17 de abril de 1988, para tomar posse daquela Igreja Paroquial, onde passei vinte e um anos de serviço pastoral evangelizador profícuo, numa Celebração Eucarística presidida por Dom Otávio Barbosa Aguiar.
Na arquidiocese de Maceió, Igreja a qual sou membro de fato e de direito, tenho prestado o meu serviço evangelizador com muito esmero, nestes anos que aqui estou de vida sacerdotal, como diz o Apóstolo Paulo ”Ai de mim se eu não evangelizar”.
Quando despontava para mim no horizonte da história preparar o jubileu de prata de minha ordenação sacerdotal, fui surpreendido de uma forma inusitada, com denúncia frívola por mentores patológicos desconhecidos oficialmente, acusando-me de ser “ flagado com mulheres e cachaça noite a dentro, num barco catamarã, em Salvador ” e que foi para mim, um experiência de martírio, fui pregado na cruz, com tamanha insanidade de meus algozes. Mas me deixei envolver com a espiritualidade quenótica, completando em minha carne, os sofrimentos de Cristo, por amor à Igreja. Cito: “A minha vida presente na carne eu a vivo, na fé do Filho de Deus que me amou e se entregou por mim”.
Era uma manhã ensolarada de 31 de janeiro de 2009, um sábado, com um grupo de paroquianos, grupo de família de bem e honrada, membros da associação dos bons amigos de Rio Largo, fizemos um passeio a barco até as ilhas dos frades e de Itaparica, Bahia, voltando logo após o almoço para Salvador onde demos continuidade ao lazer turístico previsto para aquele último dia de minhas férias.
Meus algozes foram terríveis e cruéis, conspiraram fazendo uso das imagens oficiais do passeio com fins diabólicos. “Disseram” que eu estava com mulheres e cachaça e que tal “farra” se prolongou até o amanhecer do dia seguinte na Ilha de Itaparica, mas não se conhece de forma oficial os nomes dos conspiradores.
Assim se expressou um amigo pelo Jornal Tribuna do Sertão sobre o referido fato: “Seus acusadores são terríveis e cruéis, fizeram uso das imagens com fins diabólicos. “Disseram” que a “farra” se prolongou até o amanhecer do dia seguinte na Ilha de Itaparica, mas não se conhece o nome deste infeliz informante. Primeira mentira! “Disseram” que o padre “dançou” a música “na boquinha da garrafa”. Eu mesmo não vi nenhuma “garrafa” no piso do barco. Segunda mentira! “Disseram” que o padre “criou fama de polêmico e misto de político e boêmio inveterado”. Terceira mentira! O padre José Nilton, aos 50 anos, não é uma figura polêmica, não faz parte de grupo político e nunca foi ‘boêmio”. É um homem sem vícios! Conheço sua alegria e seu entusiasmo pela vida dos paroquianos. Sei do seu zelo e de sua dedicação pelo sacerdócio. Tenho certeza da sua comunhão com a Igreja do Cristo, tal como viveu o padre Antônio Vieira. José Nilton é meu amigo e meu irmão! E vai continuar sendo, pois nada mudou, nem mudará em nossa convivência de Sacerdote e de Cristão!... Pensemos nisso! Por hoje é só.”(Extraído da Tribuna do Sertão, Abril de 2009. Everaldo Damião, advogado e radialista).
Sou um sacerdote feliz, alegre e entusiasmado pela vida, dom de Deus, e pela fé que recebi da minha Igreja, naquela pia batismal. Também sou entusiasmado e zeloso com os meus paroquianos e com o meu sacerdócio. Que o digam os vinte e um anos de ministério sacerdotal exercidos na cidade de Rio Largo.
Tenho certeza da minha comunhão com a Igreja de Cristo, da paz de minha consciência e do aprendizado que tal episódio gerou para a minha vida daqui para frente. Unido sempre estarei a Jesus Cristo que disse: “Eu venci o mundo e vós também vencereis”.
Já se fez no último 31 de março, dois anos que com muito amor no coração e coragem na alma entreguei a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Rio Largo, acreditando na ação providencial do Deus-Amor".
“Se um invejoso destrói minha reputação e me deixa totalmente desacreditado, Deus poderia impedir esse desastre, através de um infarto cardíaco no invejoso. Mas se não faz, permite e desta forma, pela fé, aceito que em todo ato humano o elo final está nas mãos de nosso Deus e Pai”.
Sou grato ao bom Deus por ter-me colocado em outro campo de missão, e poder continuar olhando para frente, servindo à Igreja de Jesus de Nazaré, na minha querida Arquidiocese de Maceió, a qual pertenço de fato e de direito, neste 25 anos de vida sacerdotal. Concluiu o Mons. José Nilton.
Fonte:

Disponível em http://www.paroquiamaedopovo.org.br/ . Acesso: 06 de abril de 2011.