quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sagrada Família

A Fazenda da Sagrada Família em Rio Largo, fica localizada em Lourenço de Albuquerque e conta com uma boa estrutura na qual tem a participação da população como voluntários e dos próprios usuários, a mesma tem a finalidade de cuidar para que o indivíduo que ali se encontra possa ser inserido novamente ao seio familiar e social, uma vez que o mesmo enfrentou problemas por ser dependente químico esta fazenda tem parceria com a Igreja Católica que se preocupa com as questões sociais e com a fé desses que tiveram as suas vidas e crenças aniquiladas por conta de suas fraquezas (Drogas), ela conta com dois missionários que optaram por seguir uma vida de trabalho voluntario visando à melhoria de vida daqueles que se encontram a margem da sociedade brasileira, lembrando que este projeto existe em todo o Brasil mais é conhecido e denominado de Fazenda da Esperança que é como se intitulam as comunidades terapêuticas que abrigam jovens dependentes químicos, seus trabalhos se dá em diversos campos sociais, mas o principal é direcionado aos que desejam se ver livre das drogas e do álcool. Para mais informações : http://www.fazenda.org.br/institucional/quem-somos.php#ad-image-0

Comunidade de Santana

A Comunidade de Santana completou 23 anos de muita oração e fervor na caminhada na cristã. 

Em sua fundação contou com a participação direta de irmãs religiosas da congregação de San’t Ana que no hebraico significa ‘graça e formalizados’ para a nossa linguagem passa a se chamar Santana e por isso a igreja recebeu esse nome. “Santana”. Congregação filhas de Santana: A Congregação Instituto das Filhas de Sant’Ana foi fundada pela religiosa italiana Ana Rosa Gattorno (1831-1900): ficou viúva, em 1861 entra na terça ordem franciscana e começou a dedicar-se a varias obras de apostolado social na cidade de Génova; 8 de dezembro de 1866 é a data oficial da fundação do Instituto das Filhas de Sant'Ana. Rosa Gattorna professa os primeiros votos em 26 de julho de 1867 e no dia 8 de abril de 1870, juntamente com as suas 12 primeiras co-irmãs, fez os votos perpétuos.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Catequese de Bento XVI - 08/08/2012


CATEQUESE
Castel Gandolfo
Quarta-feira, 8 de agosto de 2012 

Caros irmãos e irmãs,

Hoje a Igreja celebra a memória de São Domingos de Gusmão, sacerdote e fundador da Ordem dos Pregadores, os Dominicanos. Em uma catequese anterior eu abordei esta nobre figura e a fundamental contribuição que ele deu à renovação da Igreja de seu tempo. Hoje, eu gostaria de trazer à tona um aspecto essencial de sua espiritualidade: a vida de oração. São Domingos era um homem de oração. Apaixonado por Deus, não teve outra aspiração que a salvação das almas, especialmente aquelas caídas nas redes das heresias de seu tempo. Imitador de Cristo, encarnou radicalmente os três conselhos evangélicos, unindo à proclamação da Palavra o testemunho de uma vida pobre. Sob a inspiração do Espírito Santo, progrediu no caminho da perfeição cristã. Em todos os momentos, a oração era a força que o renovava e tornava sempre mais fecunda a sua obra apostólica.
O Beato Jordão da Saxônia, que morreu em 1237, sucessor de São Domingos como líder da Ordem, escreve assim: “Durante o dia, ninguém se mostrava mais amigável que ele... Por outro lado, à noite, ninguém foi mais assíduo que ele na oração. O dia, dedicava ao próximo e, a noite, dava a Deus.” (P. Filippini, São Domingos visto por seus contemporâneos, Bolonha 1982, pg. 133). Em São Domingos, podemos ver um exemplo de integração harmoniosa entre a contemplação dos mistérios divinos e a atividade apostólica. De acordo com o testemunho de pessoas mais próximas, “ele falava sempre com Deus ou de Deus.” Tal observação indica a sua profunda comunhão com o Senhor e, ao mesmo tempo, o compromisso contínuo de levar os outros a essa comunhão com Deus. Não deixou escrito sua oração, mas a tradição Dominicana reuniu e transmitiu sua experiência viva em um obra intitulada: As nove maneiras de rezar de São Domingos. Este livro foi elaborado entre 1260 e 1288 por um frade dominicano. Ele nos ajuda a compreender algo da vida interior do santo e também ajuda-nos, com todas as diferenças, a aprender algo sobre como rezar.
São, portanto, nove maneiras de orar de acordo com São Domingos e cada uma delas, que realizava sempre diante de Jesus Crucificado, expressa uma atitude corporal e espiritual que, se intimamente compenetrados, favorece-nos o recolhimento e o fervor. Os primeiros sete modos seguem uma linha ascendente, como passos de uma jornada rumo à comunhão com Deus, com a Santíssima Trindade: São Domingos reza em pé, inclinado para exprimir humildade, deitado no chão para pedir perdão por seus pecados, de joelhos penitenciando-se para participar dos sofrimentos do Senhor, com os braços abertos olhando para o crucifixo para contemplar o Amor Supremo e olhando para o céu, sentindo-se atraído ao mundo de Deus. Então são três formas: em pé, ajoelhado, deitado no chão, mas Sempre com o olhar voltado para o Senhor Crucificado. Os dois últimos aspectos, no entanto, que gostaria de abordar brevemente, correspondem a duas práticas de piedade geralmente vividas pelo santo. Antes de tudo, a meditação pessoal, em que a oração adquire uma dimensão ainda mais íntima, fervorosa e tranquilizante. No final da recitação da Liturgia das Horas e após a celebração da Missa, São Dominingos prolongava a conversa com Deus, sem estabelecer um limite de tempo. Sentado calmamente, recolhia-se numa atitude de escuta, lendo um livro ou olhando para o crucifixo. Viveu tão intensamente estes momentos de relacionamento com Deus que aparentemente era possível compreender suas reações de alegria ou de lágrimas. Assim, assimilou a si mesmo, meditando a realidade da fé. Testemunhas dizem que, às vezes, entrava em uma espécie de êxtase, com o rosto transfigurado, mas logo retomava suas atividades diárias, humildemente revigorado pela força que vem do alto. Também a oração: enquanto viajava de um convento ao outro, recitava as Laudes, ao meio-dia, as Vésperas com os colegas e, cruzando os vales ou colinas, contemplava a beleza da criação. De seu coração jorrava um hino de louvor e agradecimento a Deus por tantas graças, especialmente a maravilha maior: a redenção feita por Cristo.
Caros amigos, Domingos lembra-nos que, na origem do testemunho de fé, o que todo cristão deve viver em família, no trabalho, na vida social, e até mesmo em momentos de relaxamento, é a oração o contato pessoal com Deus e só este relacionamento real com Deus nos dá força para viver intensamente cada situação, especialmente os momentos mais sofridos. Este santo nos lembra também a importância das atitudes externas em nossas orações. O ajoelhar-se, o permanecer em pé diante do Senhor, fixar o olhar no crucifixo, parar e se recolher em silêncio não são atitudes secundárias, mas nos ajuda a nos questionar interiormente, com toda a pessoa, em relação com Deus. Quero recordar mais uma vez, para a nossa vida espiritual, a necessidade de encontrar diariamente momentos de oração com tranquilidade. Devemos aproveitar este momento especialmente durante os momentos de férias, reservar um pouco de tempo para conversar com Deus. Será também uma maneira de ajudar aqueles que nos são mais próximos a entrar nos raios luminosos da presença de Deus, que traz paz e o amor que todos nós precisamos. Obrigado. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Encontro do JMJ juntamente com crismandos e catequistas

No diia 28 de julho, a Comissão da Jornada Mundial promoveu, no colégio Judith Paiva, um encontro de apresentação, evangelização e divulgação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Tal evento reuniu jovens catequistas e crismados, no intuito de prepará-los para o evento que acontecerá em nosso país no próximo ano. 

O encontro se deu com a presença de alguns jovens no qual foi colocada em foco a fé e a oração, dos momentos de prece até as brincadeiras e gincanas realizadas pelo grupo organizador do evento. Assim, a Comissão da JMJ procurou divulgar o seu trabalho, no intuito de incentivar os jovens da nossa cidade nessa jornada, que será única na história não só do Rio de janeiro, onde será realizada a parte principal do evento, mas em todo o Brasil, inclusive em Rio Largo, onde são esperados em torno de 500 jovens de todo o mundo, para a Pré-Jornada.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

sábado, 14 de julho de 2012

Aniversário de Rio Largo

Ontem, dia 13 de julho, a cidade de Rio Largo completou 97 anos de vida.
Uma cidade bela e exuberante, com seus casarões ilustres e as ruínas das grandes fábricas têxteis, que são símbolo da época de maior progresso da cidade. Sua origem de simples engenho, posteriormente, sua vanguarda de desenvolvimento, com a indústria têxtil, e hoje, após a crise que marcou os anos 90, além de outras dificuldades enfrentadas em sua história recente, procura recuperar os seus dias de prosperidade de sua bela trajetória. Nesse ínterim, foi realizada uma missa na igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, para colocar a cidade, mais uma vez, nas mãos de Deus e de Nossa Senhora da Conceição, que, por seu eterno amparo acolhedor de mãe, interceda por nós a seu filho Jesus Cristo em prol de dias melhores. Que neste ano, possamos, por meio da divina misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, obter a renovação da cidade de Rio Largo.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Catequese de Bento XVI - 11/07/2012

O Papa Bento XVI fala sobre a oração de Jesus na última ceia.


Na Catequese deste dia, diretamente da Sala Paulo VI, o Papa Bento XVI, leva-nos a continuar meditando sobre a oração de Jesus que nos é mostrada nos Evangelhos. Hoje, em especial, sobre o momento solene da oração na Última Ceia.
ImagemO Papa nos indica que “a cena temporal e emocional do momento no qual Jesus se despede dos amigos é a iminência da sua morte que Ele sente próxima naquele momento”, nos mostrando assim que Jesus vinha preparando seus discípulos para a sua rejeição por parte dos anciãos, sumo sacerdotes e pelos escribas, bem como para o seu sofrimento e morte.
A proximidade da Páscoa, que fazia memória da libertação dos Israelitas, “libertação experimentada no passado e esperada de novo no presente e para o futuro, se tornava viva nas celebrações familiares da Páscoa. A última ceia se insere neste contexto, mas com uma novidade de fundo. Jesus olha para a sua paixão, morte e ressurreição plenamente consciente. Ele quer viver esta ceia com seus discípulos, Jesus celebra a sua Páscoa, antecipa a sua Cruz e a sua Ressurreição”.
O Papa identifica dois verbos diferentes, mas que se complementam. Paulo e Lucas em seus textos falam de Eucaristia – Agradecimento, enquanto Marcos e Mateus destacam a Benção – Eulogia. Em ambos os casos os “termos gregos eucaristéin e eulogéin têm a ver com a beraka hebraica, isto é, a grande oração de agradecimento e de benção da tradição de Israel que inaugurava as grandes refeições. (…) As palavras da instituição da Eucaristia se colocam neste contexto de oração; na mesma oração, o louvor e a benção da beraka se tornam benção e transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus.”.
O Papa ressalta ainda a importância dos gestos: quem parte o pão e entrega o cálice é o que chefia a família, que também acolhe e recebe não só a família, mas inclusive o que não faz parte dela. Na mesma mesa na qual Deus se entrega, Jesus acolhe. Jesus, que sabia que estava para ser levado à “morte vergonhosa da cruz”, antecipa ali a sua morte e ressurreição, fazendo tornar-se realidade o que antes tinha somente afirmado:“’Eu dou a minha vida para depois tomá-la de novo. Ninguém me tira: eu a dou. Tenho o poder de dá-la e o poder de tomá-la de novo. Este é o mandamento que recebi do meu Pai’ (Jo 10, 17-18).”, ou seja, Jesus reafirma sua missão de amor incondicional e total, que doa para obedecer e realizar a vontade do Pai.
O Papa relembra também o texto de Lucas (Luc 22, 31-32) onde há um item precioso dentre todos da Última Ceia, no qual podemos ver a “profundidade comovente da oração de Jesus para os seus naquela noite, a atenção por cada um. Partindo da oração de agradecimento e benção, Jesus chega ao dom eucarístico, ao dom de si mesmo e, enquanto doa a realidade sacramental decisiva, se dirige a Pedro.” Ao orar, Jesus os sustenta, mostrando que o caminho de Deus também passa pelo Mistério Pascal. “E a oração é particularmente por Pedro, para que, uma vez convertido, confirme os irmãos na fé. O evangelista Lucas recorda que foi exatamente o olhar de Jesus a procurar o rosto de Pedro no momento no qual ele havia apenas consumado a sua tríplice negação, para dar-lhe força de retomar o caminho em direção a Ele: ‘Naquele instante, enquanto ainda falava, um galo cantou. Então o Senhor se voltou e fixou o olhar em Pedro, e Pedro se recordou da palavra que o Senhor lhe havia dito’ (Luc 22,60-61)”.
Bento XVI, zelosamente, nos afirma a importância de nossa participação atual na Eucaristia: “Queridos irmãos e irmãs, participando da Eucaristia, vivemos em modo extraordinário a oração que Jesus fez e continuamente faz por cada um a fim que o mal, que todos encontramos na vida, não tenha a vitória e possa agir em nós a força transformante da morte a da ressurreição de Cristo. Na Eucaristia, a Igreja responde ao mandamento de Jesus: “Fazei isto em memória de mim” (Luc 22,19; cfr I Cor 11, 24-26); repete a oração de agradecimento e de benção e, com ela, as palavras da transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Senhor”.
Esta riquíssima catequese nos apresenta a bela realidade de que ao participarmos da Mesa Eucarística, nos alimentamos do Corpo e Sangue do Filho de Deus e assim nos unimos a esta oração, feita pelo próprio Cristo, para que a nossa vida, apesar de nossas limitações, seja modificada e não desperdiçada e perdida.
Finalizando, o Santo Padre, nos exorta para que “peçamos ao Senhor depois de estarmos devidamente preparados, também com o Sacramento da Penitência, que a nossa participação à sua Eucaristia, indispensável para a vida do cristão seja sempre o ponto mais alto de toda a nossa oração. Pedimos que, unidos profundamente à sua mesma oferta ao Pai, que possamos também nós transformar as nossas cruzes em sacrifício livre e responsável, de amor a Deus e aos irmãos”.
Como sempre faz, ao final da Catequese, o Papa dirigiu-se aos peregrinos de língua portuguesa:
“Saúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, desejando-vos que o ponto mais alto da vossa oração seja uma digna participação na Eucaristia para poderdes, também vós, transformar as cruzes da vossa vida em sacrifício livre de amor a Deus e aos irmãos. Obrigado pela vossa presença. Ide com Deus”.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Arraiá das Comunidades





Aconteceu, no dia 30 de junho, o primeiro arraiá das comunidades, realizado pela Paróquia de Nossa senhora da Conceição, em prol da construção da igreja de Nossa Senhora Aparecida. Uma festa agradável e divertida que reuniu a comunidade paroquial, especialmente os jovens, que desfrutaram de forma animada e prazerosa.

O festejo junino contou com várias comidas típicas, espaço especialmente caracterizado, com uma fogueira na entrada, tudo isto, visando não apenas o lazer em si, mas também, a causa maior que é a arrecadação de fundos para a construção da igreja de Nossa Senhora Aparecida e, assim, levar a Igreja de Cristo à toda comunidade riolarguense. Que todo esse empenho traga frutos em nome de Deus.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Catequese de Bento XVI: Oração nas Cartas de Paulo


                                                                        CATEQUESE
                                                                 Sala Paulo VI, Vaticano
                                                        Quarta-feira, 27 de junho de 2012



Querido irmãos e irmãs.
Nossa oração é feita, como vimos na quarta-feira passada, de silêncio e palavra, de canto e de gestos que envolvem a pessoa inteira: da boca à mente, do coração ao corpo inteiro. É uma característica que encontramos na oração hebraica, especialmente nos Salmos.
Hoje gostaria de falar sobre um dos cantos ou hinos mais antigos da tradição cristã, que São Paulo nos apresenta como aquele que é, de certo modo, o seu testamento espiritual: A Carta aos Filipenses. Trata-se, de fato, de uma Carta que o Apóstolo ditou na prisão, talvez em Roma. Ele sente que a morte se aproxima porque afirma que a vida será oferecida como libação (cf. Fil 2,17).
Apesar desta situação de grande perigo para sua integridade física, São Paulo, em tudo que escreveu expressa sua alegria de ser discípulo de Cristo, de poder ir ao Seu encontro, até o ponto de ver a morte não como uma perda, mas como ganho.
No último capítulo da Carta há um forte convite à alegria, característica fundamental do ser cristão e da nossa oração. São Paulo escreve: “alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos (Fl 4,4).
Mas como é possível se alegrar diante de uma condenação à morte então iminente? De onde, ou melhor, de quem São Paulo atrai a serenidade, a força e a coragem para ir ao encontro do martírio e do derramamento de sangue?
Encontramos a resposta no centro da Carta aos Filipenses, naquilo que a tradição cristã denomina “carmen Christo”, o canto para Cristo, ou mais comumente chamado “hino cristológico”; um canto no qual toda a atenção está centrada sobre os “sentimentos” de Cristo Jesus (Fl 2,5).
Estes sentimentos são apresentados nos versículos sucessivos: o amor, a generosidade, a humildade, a obediência a Deus, o dom de si. Trata-se não só e não simplesmente de seguir o exemplo de Jesus, como uma coisa moral, mas de envolver toda a existência no seu modo de pensar e agir.
A oração deve conduzir a um conhecimento e a uma união no amor sempre mais profundo com o Senhor, para poder pensar, agir e amar como Ele, Nele e por Ele. Exercer isso, aprender os sentimentos de Jesus, é o caminho da vida cristã.
Agora, eu gostaria de explanar brevemente alguns elementos deste denso canto, que reassume todo o itinerário divino e humano do Filho de Deus e engloba toda a história humana: do ser na condição de Deus, à encarnação, à morte de cruz e à exaltação na glória do Pai está implícito também no comportamento de Adão, do homem no início.
Este hino a Cristo parte do seu ser “en morphe tou Theou”, diz o texto grego, isto é, de estar na “forma de Deus”, ou melhor, na condição de Deus. Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, não vive o seu “ser como Deus” para triunfar ou para impor sua supremacia, não o considera um poder, um privilégio ou um tesouro invejável.
Na verdade, “despiu-se”, esvaziou-se de si assumindo, como diz o texto grego, a “morphe doulos”, a “forma de escravo”, a realidade humana marcada pelo sofrimento, pela pobreza, pela morte, assimilou-se plenamente aos homens, exceto no pecado, agindo assim como verdadeiro servo a serviço dos outros.
Neste sentido, Eusébio de Cesaréia, no século IV, afirma: “Ele tomou sobre si as fadigas daqueles que sofrem. Fez suas as nossas doenças humanas. Sofreu e passou por tribulações por nossa causa: isso em conformidade com seu grande amor pela humanidade” (A demonstração evangélica, 10, 1, 22).
São Paulo continua traçando o quadro “histórico” no qual se realizou esta inclinação de Jesus: “humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte (Fl 2,8). O Filho de Deus se tornou verdadeiro homem e cumpriu um caminho na completa obediência e fidelidade à vontade do Pai até o sacrifício supremo da própria vida. Ainda mais, o Apóstolo especifica “até a morte, e uma morte de cruz”.
Sobre a Cruz, Jesus Cristo chegou ao máximo grau da humilhação, porque a crucificação era a pena reservada aos escravos e não às pessoas livres: “mors turpissima crucis”, escreve Cícero (cfr In Verrem, V, 64, 165).
Na Cruz de Cristo, o homem é redimido e a experiência de Adão é remediada: Adão, criado a imagem e semelhança de Deus, afirma ser como Deus com suas próprias forças, coloca-se no lugar de Deus e assim perde sua dignidade original que lhe foi dada.
Jesus, em vez, estava “na condição de Deus”, mas inclinou-se, colocou-se na condição humana, na total fidelidade ao Pai, para redimir o Adão que está em nós e devolver ao homem a dignidade que havia perdido.
Os padres destacam que Ele se fez obediente, restituindo à natureza humana, através de Sua humildade e obediência, aquilo que foi perdido por causa da desobediência de Adão.
Na oração, no relacionamento com Deus, nós abrimos a mente, o coração e a vontade à ação do Espírito Santo para entrar naquela mesma dinâmica de vida, como afirma São Cirilo de Alexandria, o qual celebramos a festa hoje: “A obra do Espírito busca transformar por meio da graça na cópia perfeita de sua humilhação” (Carta Festiva 10, 4).
A lógica humana, em vez, busca muitas vezes a autorrealização no poder, no domínio, nos meios potentes. O homem continua querendo construir com as próprias forças a torre de Babel para chegar à mesma altura de Deus, para ser como Deus.
A Encarnação e a Cruz nos recordam que a plena realização está no conformar a própria vontade humana àquela do Pai, no esvaziar-se do próprio egoísmo para encher-se do amor e da caridade de Deus e, assim, tornar-se realmente capaz de amar os outros.
O homem não encontra a si mesmo permanecendo fechado em si, afirmando-se. O homem encontra-se somente saindo de si mesmo; somente saindo de nós mesmos nos encontramos. E se Adão queria imitar a Deus, isto em si não é ruim, mas errou na ideia de Deus. Deus não é alguém que só quer grandeza. Deus é amor que se doa já na Trindade e depois na criação. E imitar a Deus quer dizer sair de si mesmo e doar-se no amor.
Na segunda parte deste “hino cristológico” da Carta aos Filipenses, o sujeito muda, já não é Cristo, mas é Deus Pai. São Paulo destaca que é justamente por obediência à vontade do Pai que “Deus o exautou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes” (Fl 2,9).
Aquele que se inclinou profundamente tomando a condição de escravo é exaltado, elevado acima de todas as coisas pelo Pai, que lhe deu o nome de “Kyrios”, “Senhor”, a suprema dignidade e senhorio.
Diante deste novo nome, de fato, que é o próprio nome de Deus, no Antigo Testamento, “todo joelho se dobrará no céu, na terra e embaixo da terra, e toda língua proclamará: ‘Jesus Cristo é Senhor’, para a glória de Deus Pai” (vv. 10-11).
O Jesus que é exaltado é aquele da Última Ceia que põe de lado suas vestes, pega uma toalha, abaixa-se para lavar os pés dos Apóstolos e pergunta a eles: “Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros (Jo 13,12-14).
Isso é importante recordar sempre na nossa oração e na nossa vida: “a ascensão a Deus está justamente na descida ao humilde serviço, descida do amor, que é a essência de Deus e, portanto, a verdadeira força purificadora que permite ao homem perceber e ver Deus” (Jesus de Nazaré, Milão, 2007, p. 120).
O hino da Carta aos Filipenses nos oferece aqui duas indicações importantes para a nossa oração. A primeira é a invocação “Senhor” direcionada a Jesus Cristo, sentado à direita do Pai: é Ele o único Senhor da nossa vida, em meio a tantos “dominadores” que querem dirigir e guiar.
Por isso, é necessário ter uma escala de valores na qual em primeiro lugar está Deus, para afirmar como São Paulo: “julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor” (Fl 3,8). O encontro com o Ressuscitado lhe fez compreender que é Ele o único tesouro pelo qual vale a pena gastar a própria existência.
A segunda indicação é a prostração, o "dobrar os joelhos" na terra e no céu, que recorda uma expressão do Profeta Isaías, onde indica a adoração que todas as criaturas devem a Deus (cfr 45,23). O ajoelhar-se diante do Santíssimo Sacramento ou colocar-se de joelhos na oração expressa justamente a atitude de adoração diante de Deus, também com o corpo.
Daí a importância de fazer isso não por hábito, com pressa, mas com profunda consciência. Quando nos ajoelhamos diante do Senhor, nós professamos a nossa fé Nele, reconhecemos que é Ele o único Senhor da nossa vida.
Queridos irmãos e irmãs, na nossa oração fixemos o nosso olhar sobre o Crucifixo, detamo-nos em adoração mais vezes diante da Eucaristia, para colocar a nossa vida no amor de Deus, que se inclinou com humildade para elevar-nos até Ele.
No início da catequese nos perguntamos como São Paulo podia se alegrar diante do risco iminente do martírio e do derramamento de seu sangue. Isso é possível somente porque o Apóstolo nunca afastou seu olhar de Cristo tornando-se semelhante a ele na morte, “com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos” (Fl 3,11).
Como São Francisco diante do crucifixo, digamos também nós: Grande e magnífico Deus, iluminai o meu espírito e dissipai as trevas de minha alma; dai-me uma fé íntegra, uma esperança firme e uma caridade perfeita, para poder agir sempre segundo os vossos ensinamentos e de acordo com a vossa santíssima vontade. Amém! (cfr Oração diante do Crucifixo: FF [276]).

Síntese da catequese e saudação do Papa em português
Queridos irmãos e irmãs,

Na oração, abrimos a mente, o coração e a vontade ao Espírito Santo, para fazer entrar a nossa existência na mesma dinâmica de amor que viveu Jesus. Sendo Deus, despojou-Se da sua glória, para Se fazer homem como nós e, assim, nos elevar até Deus. Esta epopéia de amor é celebrada num dos hinos mais antigos da tradição cristã: o chamado “hino cristológico”, que São Paulo nos deixou com esta exortação: “Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus”. Foi pela sua amorosa obediência à vontade do Pai até à suprema humilhação da Cruz, que «Deus O exaltou e Lhe deu um Nome que está acima de todos os nomes»: Jesus é Senhor. A sua encarnação e a sua cruz recordam-nos que a plena realização está na conformação da própria vontade humana com a do Pai do Céu. Para isso é necessário adotar uma escala de valores, cujo primado seja dado a Deus como o único tesouro pelo qual vale a pena gastar a própria vida.
Amados peregrinos de Teresina e de São João da Madeira e todos os presentes de língua portuguesa, a minha saudação amiga! Possa esta vossa vinda a Roma cumprir-se nas vestes de um verdadeiro peregrino que, sabendo de não possuir ainda o seu Bem maior, se põe a caminho, decidido a encontrá-Lo! Sabei que Deus Se deixa encontrar por quantos assim O procuram; com Ele, a vossa vida não pode deixar de ser feliz. Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção.

  

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Aviso!

Nessa semana (dia 30/06), haverá o Arraiá das Comunidades: "De bem com a Vida". Que será realizado na Quadra Municipal Luís Alves da Silva. A partir das 21 horas.
Os ingressos estão sendo vendidos na secretaria da Paróquia. Com o valor de: R$ 20, 00 a mesa. E R$ 5, 00 o individual. E toda renda será revertida para a construção da Igreja de Nossa Senhora Aparecida. Haverá barracas com comidas típicas e forró pé de serra. Vamos lotar e fazer uma festa bonita para Deus!