terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Servo Fiel

O termo servo vem do hebraico, ebed, também  escravo, que serve para os servos da palavra e da mesa, porque colocou-se incondicionalmente à disposição do Senhor com as palavras: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8).
Como um confidente do Senhor, declarado pelo próprio Deus, ele pode anunciar a um mundo perdido, de maneira clara, uma perspectiva de um futuro feliz, de forma nunca vista.
É dado, no Antigo Testamento, como título honorífico, aos grandes patriarcas (Dt 9,27), a Moisés (Ex 14,31), aos profetas (Js 24,29) e, uma vez por outras, também aos servos infiéis.
De modo muito particular, é chamado servo a pessoa de que se inclue nos trechos de Isaías 40-55, dentro dos textos da consolação, onde se eleva na perspectiva de Deus.
"Eis aqui o meu servo, a quem sustento; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito e ele promulgará o direito para os gentios" (Is 42, 1).
Ser servo do Senhor não seria uma designação humilhante. Esse nome tem força, tem conteúdo profético.
Homem desprezado que carrega a sua enfermidade e o novo castigo, como um cordeiro que é levado ao matadouro.
O conceito de servo do Senhor estava impregnado na consciência do povo Judeu. Mas, quando Ele veio em humildade como Servo, estava escrito: “ Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. (Jó 1,11).
Deus quer o Servo fiel, aquele que serve por amor; que saiba ouvir o que o Senhor diz, logo na primeira vez.
Ora, Deus quer fazer de suas testemunhas passivas, verdadeiros servos fiéis que, por seus testemunhos, levem as nações à luz da Salvação.
O Verdadeiro Servo, Salvador dos homens, Jesus, faz sua a missão do servo; mestre manso e humilde de coração (Mt 11,29).
Os servos de Deus são agora os servos de Cristo (Rm 1,1). Assim, Ele faz dos seus servos seus amigos e filhos de seu Pai. Assumamos com fé e amor tal missão.


 Côn. Severino Fernando
                                                                                                                            Pároco


sábado, 22 de janeiro de 2011

Comunidade de São Sebastião Inicia Festa do Padroeiro

A Comunidade de São Sebastião (Lourenço de Albuquerque) está em festa. É o Tríduo do santo mártir, que se iniciou quinta-feira (20) e terminará domingo próximo, culminando com Celebração Eucarística e procissão pelas principais ruas da Comunidade.
O Tema central deste ano é “São Sebastião, servo fiel de Jesus”, desdobrado em três outros temas para as noites do Tríduo.
Com musical Luz Divina, animação e espiritualidade do Conselho Comunitário, Cônego Severino Fernando (pároco) presidiu a Celebração Eucarística de abertura, refletindo o tema “São Sebastião, socorro imediato contra as doenças e calamidades”, através do qual conduziu a Comunidade à reflexão sobre o papel do servo e, especificamente, na qualidade de servo que sofre, mas que se doa inteiramente ao chamado de Deus, citando como exemplo São Sebastião. Ainda segundo ele, Jesus Cristo é o Servo fiel e obediente por excelência e a humanidade, nEle, também se torna a serva do projeto de Deus. Ser servo, no Servo Jesus, servindo por amor, convidou.
Os festejos seguem, conforme programação anteriormente disponibilizada neste blog, e o caro leitor poderá acompanhá-los em postagens futuras.

Aguarde!

Por ora, confira vídeo com alguns momentos da primeira noite.




Por Aurélio Ramos (PASCOM). 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Paróquia Celebra Festa da Mãe Rainha de Schoenstatt


Santuário - Alemanha

Na noite de ontem (18), a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição (Rio Largo/AL) realizou Celebração da Palavra dedicada à Mãe Rainha de Schoenstatt, a Mãe peregrina.
Celebrada pelo seminarista Rafael dos Santos, que recordou a origem histórica da tradição peregrina de Schoenstatt (Alemanha) e elogiou o belo trabalho dos "missionários paroquiais da Mãe Rainha", que levam as capelinhas ao interior das famílias", a Cerimônia contou com a participação do recém criado Coral da Imaculada Conceição, regido pelo maestro José Maria.
A tradição peregrina da Mãe Rainha teve origem em Schoenstatt (Alemanha), pelos idos do ano de 1914, onde fora fundado o Movimento de Schoenstatt e erigido Santuário para sua veneração, o que, mais tarde, dera origem à peregrinação porta à porta, praticada ainda hoje.

Confira alguns momentos no vídeo abaixo.




Por Aurélio Ramos (PASCOM), com informações e foto de http://www.maeperegrina.com.br/. Acesso em: 19/01/2011.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Bento XVI manifesta solidariedade às vítimas das chuvas no Rio de Janeiro (Ao final, veja CONTA BANCÁRIA PARA DOAÇÕES)

O papa Bento XVI enviou, nesta sexta-feira, 14, mensagem de solidariedade às vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Em telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, o papa se diz “consternado com as trágicas consequências das fortes chuvas que atingiram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro, particularmente Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo”.
Bento XVI manifesta sua “solidariedade espiritual ao querido povo fluminense, nessa hora difícil” e "recomenda as vítimas a Deus misericordioso e implora a assistência e consolação divina para os desalojados e quantos sofrem física e moralmente, enviando-lhes uma propiciadora bênção apostólica”. O telegrama foi enviado ao bispo de Petrópolis, dom Filippo Santoro.
Os números da maior tragédia climática do país não param de crescer. Os mortos já passam de 580 e são milhares de desabrigados e desalojados na região serrana do Rio. A presidente Dilma Rousseff decretou ontem luto oficial de três dias pelas vítimas dos temporais que assolaram vários municípios do País. Neste sábado, o governador do Rio, Sérgio Cabral, decretou luto oficial de sete dias no Estado.

Solidariedade

A solidariedade vem de toda parte do país. O bispo de Petrópolis, dom Filippo Santoro, e o de Nova Friburgo, dom Edney Gouvêa Mattoso, percorreram as áreas atingidas de suas respectivas dioceses cujos padres, seminaristas e religiosos estão trabalhando no atendimento às famílias desabrigadas ou desalojadas. As paróquias e casas religiosas estão recebendo as famílias que perderam tudo e não têm onde dormir e como se alimentar. Também se transformaram em postos de arrecadação de donativos.
Os seminaristas da diocese de Petrópolis passaram o dia 13 doando sangue para o atendimento emergencial dos feridos mais graves. Foi aberta também uma conta chamada “SOS Serra”, no Bradesco – agência 4014, conta 114134-1 – da mitra diocesana.
"A situação na Diocese de Petrópolis é dramática, sobretudo nos dois focos da própria cidade de Petrópolis, em particular Itaipava, no Vale de Cuiabá, e em Teresópolis, onde o desastre é ainda maior. Os padres estão todos mobilizados, as igrejas estão à disposição, recolhendo desabrigados em primeiro lugar, dando primeiros socorros, as refeições diárias e recolhendo mantimentos", ressaltou Dom Filippo Santoro.
A
CNBB e a Caritas Brasileira também lançaram a campanha SOS SUDESTE. As doações podem ser feitas pelas contas Caixa Econômica Federal - Agência 1041 – OP. 003 - Conta Corrente 1490-8 ou Banco do Brasil - Agência 3475-4 - Conta Corrente 32.000-5.

FONTE: CNBB
(cnbb.org.br)

Mãe do Povo convida para bodas de prata de Monsenhor José Nilton

A Paróquia de Nossa Senhora Mãe do Povo (Jaraguá, Pajuçara e Ponta da Terra) convida os fiéis da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição (Rio Largo/AL) para a Comemoração dos 25 Anos de Vida Sacerdotal do seu pároco Monsenhor José Nilton Brandão Laurindo.
Monsenhor José Nilton, natural de Palmeira dos Indios, foi pároco de Rio Largo durante os anos de 1988 e 2009.
Que o Senhor continue fortaleçendo-o na fé, esperança e caridade!





segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Pascom prepara Mutirão Regional de Comunicação



As coordenações da Pastoral da Comunicação das 21 dioceses do Regional Nordeste 2 preparam o 4º Mutirão Regional de Comunicação, que será realizado no período de 27 a 30 de outubro deste ano, em Maceió (AL). 
No dia 27, à noite, após a solenidade de abertura, haverá uma conferência sobre o tema do Mutirão: "Processos de comunicação e mídias digitais: evangelização em tempos de cibercultura". No dia 28, durante todo o dia serão oferecidas 15 oficinas. No dia 29, pela manhã, serão realizados oito seminários e, à tarde, apresentação de trabalhos acadêmicos relacionados à comunicação. No dia 30, pela manhã, acontecerão mesas redondas. O evento se encerrará no domingo, 30, ao meio-dia.
"O 4º Mutirão trará novidades em relação aos anteriores. Neste, está programada uma feira de exposições, com produções midiáticas; haverá o lançamento da Agência de Notícias do Regional Nordeste 2, e, também, haverá premiação para mídias católicas em destaque", explica Cacilda Medeiros, articuladora regional da Pascom.


Fonte: Rede de Comunicadores do Nordeste II - RECONE. Pascom prepara Mutirão Regional de Comunicação. Em: http://www.arquidiocesedemaceio.org.br/noticias/regional-nordeste-2/427/pascom-prepara-mutirao-regional-de-comunicacao. Acesso: 10 de janeiro de 2011.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Explicação do Brasão e Selo dos 70 anos




O selo


Comemorativo, especial.

A marca é padronizada e mostra a força de frente que tem nos guiado nestes 70 anos: a Palavra e a Comunhão, garantia da unidade e perseverança na missão.



O brasão


O escudo: a forma do escudo é simples, de uso freqüente português.

A cor branca: na heráldica (ciência de descrever brasões), a cor branca representa fé, pureza e a integridade (todas virtudes que encontramos em Nossa Senhora). A cor branca se encontra no lado esquerdo do escudo. Os cavaleiros antigos que usavam a cor branca em seus escudos tinham a obrigação cavaleirística de servir seu soberano na náutica, proteger as donzelas e amparar os órfãos.

A cor azul: à direita, encontra-se a cor azul, que na heráldica simboliza a justiça, o cuidado pela doçura, lealdade, inocência e a piedade. É a cor que também simboliza a presença da Virgem Maria nos escudos sacerdotais. Os cavaleiros que usavam a cor azul tinham a missão de socorrer os desempregados e promover a agricultura.

As doze estrelas: à referência das doze estrelas é bíblica, sobretudo a Mulher de Apocalipse 12. São também os doze apóstolos que constituem o alicerce da Igreja. Também é referência às doze tribos de Israel.

O coração: no coração do brasão se encontra o “M” com a cruz, que ocupa o ponto de honra e o umbigo do mesmo. É símbolo de Maria, Mãe de Deus, Padroeira da Paróquia.

A cruz processional: a cruz atrás do brasão simboliza a Comunidade que segue a Cristo, Bom Pastor. É sinal da comunidade unida em Cristo e em comunhão com a Igreja.

A Faixa superior: acima do brasão, as datas que correspondem às comemorações da Paróquia e a motivação da criação do Escudo, qual seja, seus setenta anos.

A Faixa inferior: abaixo do brasão, o lema da Comunidade: “Ser Paróquia de Nossa Senhora”. Por isso, imitá-la em suas virtudes e na fidelidade a Jesus Cristo.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Solenidade da Epifania do Senhor




Hoje, a Igreja, na sua liturgia, celebra a Solenidade "A Epifania do Senhor", ou como podemos dizer também "A Manifestação de Jesus". Faço lembrar as belas palavras do Sumo Pontífice, o Papa Bento XVI , na homilia em ocasião desta solenidade:



Caros irmãos e irmãs,


Hoje, , a grande luz que irradia da Gruta de Belém, através dos Magos provenientes do Oriente, inunda a humanidade inteira. A primeira leitura, tirada do Livro do profeta Isaías, e o trecho do Evangelho de Mateus, que acabamos de ouvir, colocam um ao lado do outro a promessa e o seu cumprimento, naquela particular tensão que se encontra quando se lêem em sequência trechos do Antigo e do Novo Testamento. Eis que aparece diante de nós a maravilhosa visão do profeta Isaías que, depois das humilhações padecidas pelo povo de Israel por parte das potências deste mundo, vê o momento em que a grande luz de Deus, aparentemente sem poder e incapaz de proteger o seu povo, surgirá sobre toda a terra, de maneira que os reis das nações se inclinarão diante dele, virão de todos os confins da terra e depositarão aos seus pés os seus tesouros mais preciosos. Então, o coração do povo trepidará de alegria.
Em comparação com esta visão, aquela que nos apresenta o evangelista Mateus parece pobre e modesta: parece-nos impossível reconhecer nela o cumprimento das palavras do profeta Isaías. Com efeito, a Belém não chegam os poderosos nem os reis da terra, mas alguns Magos, personagens desconhecidas, talvez vistas com suspeita, de qualquer maneira não dignos de atenção particular. Os habitantes de Jerusalém estão informados sobre aquilo que aconteceu, mas não consideram necessário preocupar-se, nem sequer parece haver em Belém alguém que se interesse pelo nascimento deste Menino, chamado pelos Magos Rei dos Judeus, ou por estes homens vindos do Oriente que O vão visitar. Com efeito, pouco depois, quando o rei Herodes faz compreender quem é que efectivamente detém o poder, obrigando a Sagrada Família a fugir para o Egipto e oferecendo uma prova da sua crueldade com o massacre dos inocentes (cf. Mt 2, 13-18), o episódio dos Magos parece ser eliminado e esquecido. Portanto, é compreensível que o coração e a alma dos crentes de todos os séculos se sintam mais atraídos pela visão do profeta do que pela sóbria narração do evangelista, como testemunham também as representações desta visita aos nossos presépios, onde aparecem os camelos, os dromedários e os reis poderosos deste mundo que se ajoelham diante do Menino e depositam aos seus pés os seus dons em caixas preciosas. Todavia, é necessário prestar maior atenção àquilo que os dois textos nos comunicam.
Na realidade, que viu Isaías com o seu olhar profético? Num só momento, ele vislumbra uma realidade destinada a marcar toda a história. Mas também o acontecimento que Mateus nos narra não é um breve episódio insignificante, que se conclui com o regresso apressado dos Magos às suas terras. Ao contrário, é um início. Aquelas personagens provenientes do Oriente não são as últimas, mas as primeiras da grande procissão daqueles que, através de todas as épocas da história, sabem reconhecer a mensagem da estrela, sabem caminhar pelas veredas indicadas pela Sagrada Escritura e, assim, sabem encontrar Aquele que é aparentemente fraco e frágil mas que, ao contrário, tem o poder de conferir a maior e mais profunda alegria ao coração do homem. Com efeito, nele manifesta-se a realidade maravilhosa que Deus nos conhece e está próximo de nós, que a sua grandeza e poder não se manifestam na lógica do mundo, mas na lógica de um Menino inerme, cuja força é unicamente a do amor que se confia a nós. No caminho da história, há sempre pessoas que são iluminadas pela luz da estrela, que encontram o caminho e chegam até Ele. Todas vivem, cada uma à sua maneira, a mesma experiência dos Magos.
Eles levaram ouro, incenso e mirra. Sem dúvida, não são dons que correspondem às necessidades primárias ou quotidianas. Naquele momento, a Sagrada Família certamente teria tido mais necessidade de algo diferente do incenso e da mirra, e nem sequer o ouro podia ser-lhe imediatamente útil. Mas estes dons têm um profundo significado: são um acto de justiça. Com efeito, segundo a mentalidade em vigor nessa época no Oriente, representam o reconhecimento de uma pessoa como Deus e Rei: ou seja, são um acto de submissão. Querem dizer que a partir daquele momento os doadores pertencem ao soberano e reconhecem a sua autoridade. A consequência a que isto dá origem é imediata. Os Magos já não podem continuar pelo seu caminho, já não podem regressar para junto de Herodes, já não podem ser aliados com aquele soberano poderoso e cruel. Foram conduzidos para sempre pela senda do Menino, aquela que lhes fará ignorar os grandes e os poderosos deste mundo e que os conduzirá para Aquele que nos espera no meio dos pobres, o único caminho do amor que pode transformar o mundo.
Portanto, os Magos não só se puseram a caminho, mas a partir daquele seu gesto teve início algo de novo, foi traçado um novo caminho, desceu sobre o mundo uma nova luz que não se apagou. Realiza-se a visão do profeta: aquela luz não pode mais ser ignorada no mundo: os homens caminharão rumo àquele Menino e serão iluminados pela alegria que só Ele sabe doar. A luz de Belém continua a resplandecer no mundo inteiro. A quantos a acolheram, Santo Agostinho recorda: "Também nós, reconhecendo Cristo, nosso rei e sacerdote morto por nós, O honramos como se tivéssemos oferecido ouro, incenso e mirra; só nos falta dar testemunho dele, percorrendo um caminho diferente daquele pelo qual viemos" (Sermo 202. In Epiphania Domini, 3, 4).
Por conseguinte, se lemos juntos a promessa do profeta Isaías e o seu cumprimento no Evangelho de Mateus, no grande contexto de toda a história, parece evidente que o que nos é dito e que no presépio procuramos reproduzir, não é um sonho, nem sequer um inútil jogo de sensações e de emoções, desprovidas de vigor e de realidade, mas é a Verdade que se irradia no mundo, mesmo que Herodes pareça ser sempre mais forte e aquele Menino pareça poder ser incluído entre aqueles que não têm importância, ou até espezinhado. Mas somente naquele Menino se manifesta a força de Deus, que reúne os homens de todos os séculos, para que sob o seu senhorio percorram o caminho do amor, que transfigura o mundo. Todavia, embora os poucos de Belém se tenham tornado muitos, os crentes em Jesus Cristo parecem ser sempre poucos. Muitos viram a estrela, mas só poucos compreenderam a sua mensagem. Os estudiosos da Escritura do tempo de Jesus conheciam perfeitamente a palavra de Deus. Eram capazes de dizer sem qualquer dificuldade o que se podia encontrar nela a respeito do lugar onde o Messias teria nascido mas, como Santo Agostinho diz: "Aconteceu com eles como com as pedras miliárias (que indicam o caminho): enquanto davam indicações aos romeiros a caminho, eles permaneciam inertes e imóveis" (Sermo 199. In Epiphania Domini, 1, 2).
Então, podemos perguntar-nos: qual é a razão pela qual alguns vêem e encontram, e outros não? O que abre os olhos e o coração? O que falta àqueles que permanecem indiferentes, aos que indicam o caminho, mas não se movem? Podemos responder: a demasiada segurança em si mesmos, a pretensão de conhecer perfeitamente a realidade, a presunção de já ter formulado um juízo definitivo sobre as coisas tornam os seus corações fechados e insensíveis à novidade de Deus. Sentem-se seguros da ideia do mundo que formularam para si mesmos e não se deixam abalar no seu íntimo pela aventura de um Deus que deseja encontrá-los. Depositam a sua confiança mais emsi próprios do que nele e não julgam possível que Deus seja tão grande a ponto de se poder tornar pequeno, de se poder aproximar verdadeiramente de nós.
No final, o que falta é a humildade autêntica, que sabe submeter-se ao que é maior, mas também a coragem genuína, que leva a crer naquilo que é verdadeiramente grande, mesmo que se manifeste num Menino inerme. Falta a capacidade evangélica de ser criança no coração, de se admirar e de sair de si mesmo para seguir o caminho indicado pela estrela, o caminho de Deus. Porém, o Senhor tem o poder de nos tornar capazes de ver e de nos salvarmos. Então, queremos pedir-lhe que nos dê um coração sábio e inocente, que nos permita ver a estrela da sua misericórdia e seguir o seu caminho, para O encontrar e ser inundados pela grande luz e pela verdadeira alegria que Ele trouxe a este mundo. Amém!


Basílica Vaticana
Terça-feira, 6 de Janeiro 2010



sábado, 1 de janeiro de 2011

Anúncio oficial de abertura do ano de comemorações pelo septuagésimo aniversário de criação da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição – Rio Largo – AL

brasão do Setentenário



É entre alegrias que mais um ano se finda. E nossa esperança em Cristo continua como Ele, sólida e permanente. Nisto não há dever maior do que o de agradecer: primeiramente a Deus, por ter nos proporcionados tantas conquistas e realizações, por não ter deixado que nem mesmo a cólera natural transformasse a nossa vida numa enchente de lágrimas; depois, aos nossos tantos irmãos e irmãs, que na solidariedade e no amor, conosco, desempenharam um trabalho pastoral árduo e frutuoso.
Hoje,
Anuncio vobis gadium! (anuncio uma grande alegria!)
Sob o pontificado do Papa Bento XVI e o pastoreio de Dom Antônio Muniz Fernandes Ocarm, o nosso pároco cônego Severino Fernando de Sousa Neto, incumbido das funções canônicas que lhe são de direito, pelo ministério sacerdotal que o impele, determina ano de júbilo pela grande graça que se celebrará no próximo dia 08 de maio.
Que ressoem em todos os recantos da Paróquia as manifestações de alegria. Neste momento, em que nos unimos a Igreja celeste num só coração, abrimos oficialmente o ano do jubileu dos 70 (setenta) anos de criação da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, célula da Arquidiocese de Maceió, revivendo e fazendo história, sendo Paróquia da Mãe, Paróquia do amor, Paróquia da esperança, cristãos congregados e unidos ou, simplesmente, Paróquia de Nossa Senhora