quarta-feira, 5 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
A origem da festa de Corpus Christi
A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula "Transiturus" de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, as quais exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.
Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter 'visões', exigindo da Igreja uma festa anual para agradecer o sacramento da Eucaristia. Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, se tornaria o Papa Urbano IV (1261-1264), tornando mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.
A "Fête Dieu" começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão Eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a primeira Procissão Eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica. A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos.
Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.
Celebração: O decreto do Papa Urbano IV teve pouca repercussão, porque ele morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270. O ofício divino, seus hinos, a sequência 'Lauda Sion Salvatorem' são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Essa festa [Corpus Christi] tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.
Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar "o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia" e "onde for possível, haja procissão pelas vias públicas", mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.
Sacramento: A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: "Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim". Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.
Na véspera da Sexta-Feira Santa, a morte na cruz impede uma festa solene e digna de gratidão e doutrinação. Porque a Última Ceia está no Novo Testamento, os evangélicos lhe têm grande consideração, mas com interpretação diferente.
Para os luteranos e metodistas, a Eucaristia é sacramento, mas Cristo está presente no pão e no vinho apenas durante a celebração, como permanência e não transubstanciação. Outras igrejas cristãs celebram a Ceia como lembrança, memorial, rememoração, sinal, mas não reconhecem a presença real de Cristo nela. Mas alguma coisa existe em comum que, por intermédio da Eucaristia, une algumas Igrejas cristãs na Eucaristia, ensina o Concílio Vaticano II, no decreto "Unitatis Redintegratio".
A Eucaristia é também celebração do amor e união, da comum-união com Cristo e com os irmãos.
Ela [Eucaristia], que é a renovação do sacrifício de Cristo na cruz, significa também reunião em torno da mesa, da vida e da unidade para repartir o pão e o amor. E é o centro da vida dos cristãos: "Eu sou o Pão da Vida, que desceu do céu para a vida do mundo, por meio da vida de comum-união dos cristãos".
Ornamentação: A decoração das ruas para a Procissão de Corpus Christi é uma herança de Portugal e tradição brasileira. Muitas cidades enfeitam suas ruas centrais com quilômetros de tapetes, feitos de serragem colorida, areia, tampinhas de garrafa, cascas de ovos, pó de café, farinha, flores, roupas e outros ingredientes.
O terço no pescoço: pode?
Nos últimos dias, temos visto, de forma acentuada, um modismo inusitado e esquisito, bem fora do comum. Muitas pessoas, principalmente mulheres, a usar o terço no pescoço. Tal gesto muito nos tem chamado atenção, cabendo refletir, aqui, um pouco sobre tal iniciativa.
O terço é um instrumento confeccionado geralmente em madeira ou em outros tipos de material. É composto de um crucifixo, e esferas maiores e menores que correspondem à oração do Pai Nosso e, por consequência, da Ave Maria. Ele é utilizando há muito pelos cristãos católicos. Com ele, o terço, meditamos os mistérios do Santo Rosário, mistérios do nascimento, vida, morte e ressurreição de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. O rosário é uma oração mariana, oração de intercessão bem apreciada e difundida entre os católicos. Por meio do rosário ou do terço, pedimos a intercessão, suplicamos que Maria rogue por nós ao seu Filho Jesus.
Por isso, sobretudo as senhoras sábias com mais idade, principalmente as romeiras do Pe. Cícero do Juazeiro, traziam-no e trazem-no ao pescoço, por baixo da blusa ou vestido, de forma discreta para rezar nas horas santificadas do dia e nas mais diversas urgências e emergências da vida cotidiana. Eis um sentido de uso puro, íntegro, correto e significativo do santo terço.
Não podemos esquecer que estamos mergulhados num mundo eminentemente pagão, que por meio de atitudes concretas vem rejeitado, excomungando e execrando Deus e tudo o que a Ele está relacionado. Rejeita-se os símbolos cristãos mundo a fora, sob formas e modos diversos. É triste. É lamentável.
Daí, diante deste modismo pagão, não vemos nenhum sentido em trazer, ao pescoço, o símbolo tão rico e tão nobre que marca a religiosidade do povo católico. Ele, o terço, não é e nem nunca poderá ser bijuteria, objeto embelezador do corpo. Muito pelo contrário, ele é útil para embelezar a alma, aproximar os seres humanos de Deus. Ele é necessário porque nos faz entrar em comunhão com o Altíssimo.
Não somos contra os ornamentos femininos. Não somos contra as joias, miçangas e bijuterias. Elas são importantes pois refletem, ainda mais, a beleza das mulheres. Vários povos e culturas tem nas joias, miçangas e bijuterias elementos complementadores da beleza do gênero feminino. E isto é notável.
Somos contra, sim, o mau uso dos nossos objetos sagrados, pois nossos objetos religiosos ou sagrados remontam ao Divino, às coisas do Céu. Somos contra, sim, pois cremos que é um desrespeito profundo desfazer das coisas dos outros, das coisas que estão intimamente ligadas à fé católica, nossa fé.
Portanto, não é plausível, admissível, sob nenhum aspecto ornamentador ou embelezador, ter o terço ao pescoço. Mas lindas e belas peças em ouro, prata ou algo semelhante. Terço é instrumento de oração, estejamos com ele no bolso, na bolsa, prontos para rezar. Cuidemos de rezar o santo terço para que o mundo seja mais santo e respeitoso, para que o mundo seja melhor. Cuidemos de rezar o santo terço para que o mundo traga em si as marcas do Reino de Deus.
Texto de Pe. Walmir Galdino
O terço é um instrumento confeccionado geralmente em madeira ou em outros tipos de material. É composto de um crucifixo, e esferas maiores e menores que correspondem à oração do Pai Nosso e, por consequência, da Ave Maria. Ele é utilizando há muito pelos cristãos católicos. Com ele, o terço, meditamos os mistérios do Santo Rosário, mistérios do nascimento, vida, morte e ressurreição de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. O rosário é uma oração mariana, oração de intercessão bem apreciada e difundida entre os católicos. Por meio do rosário ou do terço, pedimos a intercessão, suplicamos que Maria rogue por nós ao seu Filho Jesus.
Por isso, sobretudo as senhoras sábias com mais idade, principalmente as romeiras do Pe. Cícero do Juazeiro, traziam-no e trazem-no ao pescoço, por baixo da blusa ou vestido, de forma discreta para rezar nas horas santificadas do dia e nas mais diversas urgências e emergências da vida cotidiana. Eis um sentido de uso puro, íntegro, correto e significativo do santo terço.
Não podemos esquecer que estamos mergulhados num mundo eminentemente pagão, que por meio de atitudes concretas vem rejeitado, excomungando e execrando Deus e tudo o que a Ele está relacionado. Rejeita-se os símbolos cristãos mundo a fora, sob formas e modos diversos. É triste. É lamentável.
Daí, diante deste modismo pagão, não vemos nenhum sentido em trazer, ao pescoço, o símbolo tão rico e tão nobre que marca a religiosidade do povo católico. Ele, o terço, não é e nem nunca poderá ser bijuteria, objeto embelezador do corpo. Muito pelo contrário, ele é útil para embelezar a alma, aproximar os seres humanos de Deus. Ele é necessário porque nos faz entrar em comunhão com o Altíssimo.
Não somos contra os ornamentos femininos. Não somos contra as joias, miçangas e bijuterias. Elas são importantes pois refletem, ainda mais, a beleza das mulheres. Vários povos e culturas tem nas joias, miçangas e bijuterias elementos complementadores da beleza do gênero feminino. E isto é notável.
Somos contra, sim, o mau uso dos nossos objetos sagrados, pois nossos objetos religiosos ou sagrados remontam ao Divino, às coisas do Céu. Somos contra, sim, pois cremos que é um desrespeito profundo desfazer das coisas dos outros, das coisas que estão intimamente ligadas à fé católica, nossa fé.
Portanto, não é plausível, admissível, sob nenhum aspecto ornamentador ou embelezador, ter o terço ao pescoço. Mas lindas e belas peças em ouro, prata ou algo semelhante. Terço é instrumento de oração, estejamos com ele no bolso, na bolsa, prontos para rezar. Cuidemos de rezar o santo terço para que o mundo seja mais santo e respeitoso, para que o mundo seja melhor. Cuidemos de rezar o santo terço para que o mundo traga em si as marcas do Reino de Deus.
Texto de Pe. Walmir Galdino
Corpus Christi – Quinta-feira 30/05/2013
Evangelho (Lc 9,11b-17) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 11bJesus acolheu as multidões, falava-lhes sobre o Reino de Deus e curava todos os que precisavam. 12A tarde vinha chegando. Os doze apóstolos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Despede a multidão, para que possa ir aos povoados e campos vizinhos procurar hospedagem e comida, pois estamos num lugar deserto”. 13Mas Jesus disse: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Eles responderam: “Só temos cinco pães e dois peixes. A não ser que fôssemos comprar comida para toda essa gente”. 14Estavam ali mais ou menos cinco mil homens. Mas Jesus disse aos discípulos: “Mandai o povo sentar-se em grupos de cinquenta”. 15Os discípulos assim fizeram, e todos se sentaram. 16Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos para o céu, abençoou-os, partiu-os e os deu aos discípulos para distribuí-los à multidão. 17Todos comeram e ficaram satisfeitos. E ainda foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Entenda o significado do tapete de Corpus Christi
Essas verdadeiras obras de arte são confeccionadas de serragem, borra de café, farinha, casca de ovos, areia, folhas, flores, entre outros materiais. Essa iniciativa é uma expressão de carinho com a Santíssima Eucaristia.
"[A confecção de tapetes] Não tem caráter de penitência ou pagamento de promessas. É uma manifestação popular de adoração a Cristo", explica professor Felipe Aquino.
A passagem pelo tapete tem um significado especial. O ostensório, que armazena o Corpo de Cristo na hóstia, é carregado pelo sacerdote por essas ruas enfeitadas, e os fiéis só podem pisar nesses desenhos após a passagem do padre. É uma representação de que Jesus anda por ali e é recebido com um belo tapete pelas ruas da cidade.
"É também uma evocação bíblica, que narra Jesus entrando em Jerusalém e o povo colocando ramos de oliveira para que Ele passasse por cima. Mas, apesar de fazer memória à entrada de Cristo em Jerusalém, esta procissão não tem ligação com a procissão de ramos, que antecede a Paixão de Cristo. No dia da festa de Corpus Christi a Igreja celebra a instituição do Sacramento da Eucaristia, sendo este o único dia em que o Santíssimo Sacramento sai pelas ruas", ensina o professor e apresentador do programa "Escola da Fé".
terça-feira, 28 de maio de 2013
Adoração ao Santíssimo Sacramento.
Composta por São Tomás de Aquino, a pedido do Papa Urbano IV. 1263
Eu vos adoro devotamente, oh! Divindade escondida, que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências, a Vós, meu coração submete-se todo inteiro, porque, vos contemplando, tudo desfalece.
A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós mas, somente em vos ouvir em tudo creio. Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus, nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.
Na Cruz, estava oculta somente a vossa Divindade, mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.
Eu, contudo, crendo e professando ambas, peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.
Não vejo, como Tomé, as vossas chagas, entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus.
Faça que eu sempre creia mais em Vós, em vós esperar e vos amar.
Oh! memorial da morte do Senhor, Pão vivo que dá vida aos homens, faça que minha alma viva de Vós, e que à ela seja sempre doce este saber.
Senhor Jesus, bondoso pelicano, lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue, pois que uma única gota faz salvar todo o mundo e apagar todo pecado.
Oh! Jesus, que velado agora vejo, peço que se realize aquilo que tanto desejo: Que eu veja claramente vossa face revelada; que eu seja feliz contemplando a vossa glória. Amém.
domingo, 26 de maio de 2013
Semana Eucarística 2013
SEMANA EUCARÍSTICA 2013
DE 26 Á 30 DE MAIO
EUCARISTIA: PÃO DA FÉ, PÃO DA UNIDADE
PROGRAMAÇÃO
26/05/2013: DOMINGO
19 h - Celebração Eucarística - Abertura da Semana Eucarística e Batismo das crianças e adolescentes da catequese paroquial
27/05/2013: SEGUNDA
15 às 17 h: HORA SANTA
18 h : Celebração Eucarística
19 h: Roda de conversa sobre eucaristia
Presença de vários expositores: Padre Marcos e Irmã Gelda
28/05/2013: TERÇA
15 às 18: Hora Santa
18h: Terço Eucarístico
19h: Celebração Eucarística
Momento eucarístico com a família e crianças
29/05 QUARTA..
15 às 16: Terço Eucarístico (Igreja São Benedito)
18h: Tenda do Senhor
30/05/2013: QUINTA
15 às 16: Terço Eucarístico (Igreja São Benedito)
18h: Tenda do Senhor
30/05/2013: QUINTA
8 h: Celebração do sacramento da eucaristia (primeira eucaristia de crianças e jovens)
10 h: Café com crianças e adolescentes primeira comunhão
12 ás16 h: Hora santa
16 h: Solene Celebração Eucarística de Corpus Christi
17 h: Procissão pelas principais ruas da cidade
18 h: Benção do Santíssimo Sacramento (ENCERRAMENTO SEMANA EUCARÍSTICA)
quinta-feira, 16 de maio de 2013
II Simpósio Teológico Mariano
A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, convida a todos para fazerem parte do II SIMPÓSIO TEOLÓGICO MARIANO, que será realizado nesta quinta e sexta-feira (16 e 17/05/2013), a partir das 19:00 horas, no centro de pastoral, com o tema: "Virgindade perpétua de Maria".
Programação do II Simpósio Teológico Mariano
Quinta-feira (16/05/2013)
19:00 h: Celebração Eucarística
20:00 h: Canto de acolhida
20:10 h: Formação de mesa
20:15 h: Oração inicial
20:20 h: Momento Mariano
20:30 h: Palestrante - Padre Cícero Lenisvaldo
Tema: Assunção de Nossa Senhora
21:10 h: Debate
21:40 h: Oração final
Sexta-feira (17/17/05/2013)
19:00 h: Canto de acolhida
19:10 h: Formação de mesa
19:20 h: Oração inicial
19:30 h: Palestrante - Padre Lídio
Tema: Virgindade perpétua
20:15 h: Debate
20:45 h: Oração final
21:00 h: Coquetel de encerramento
segunda-feira, 13 de maio de 2013
A História de Fátima
Primeira Aparição de Nossa Senhora de Fátima
Dia 13 de Maio de 1917.

Nossa Senhora aparece resplandecente aos pastorinhos, em 1917.
Lúcia, Francisco e Jacinta estavam brincando num lugar chamado Cova da Iria. De repente, observaram dois clarões como de relâmpagos, e em seguida viram, sobre a copa de uma pequena árvore chamada azinheira, uma Senhora de beleza incomparável. Era uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, irradiando luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente. Sua face, indescritivelmente bela, não era nem alegre e nem triste, mas séria, com ar de suave censura. As mãos juntas, como a rezar, apoiadas no peito, e voltadas para cima. Da sua mão direita pendia um Rosário. As vestes pareciam feitas somente de luz. A túnica e o manto eram brancos com bordas douradas, que cobria a cabeça da Virgem Maria e lhe descia até os pés. Lúcia jamais conseguiu descrever perfeitamente os traços dessa fisionomia tão brilhante. Com voz maternal e suave, Nossa Senhora tranqüiliza as três crianças, dizendo:
Nossa Senhora: “Não tenhais medo. Eu não vos farei mal.”
E Lúcia pergunta:
Lúcia: “Donde é Vossemecê?”
Nossa Senhora: “Sou do Céu!”
Lúcia: “E que é que vossemecê me quer?
Nossa Senhora: “Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez."
Lúcia: “E eu também vou para o Céu?”
Nossa Senhora: “Sim, vais.”
Lúcia: “E a Jacinta?”
Nossa Senhora: “Também”
Lúcia: “E o Francisco?”
Nossa Senhora: “Também. Mas tem que rezar muitos terços”.
Nossa Senhora: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser mandar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?”
Lúcia: “Sim, queremos”
Nossa Senhora: “Tereis muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.
Ao pronunciar estas últimas palavras, Nossa Senhora abriu as mãos, e delas saía uma intensa luz.
Os pastorinhos sentiram um impulso que os fez cair de joelhos, e rezaram em silêncio a oração que o Anjo havia lhes ensinado:
As três crianças: “Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.”
Passados uns momentos, Nossa Senhora acrescentou:
Nossa Senhora: “Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”
Em seguida, cercada de luz, começou a elevar-se serenamente, até desaparecer.
Segunda Aparição de Nossa Senhora de Fátima
Dia 13 de Junho de 1917.

Jacinta, Lúcia e Francisco:
os três pastorinhos
videntes de Fátima
Antes da segunda aparição, os pastorinhos notaram novamente um clarão, a que chamavam relâmpago, mas que não era propriamente um relâmpago. Era o reflexo de uma luz que se aproximava. Além dos pastorinhos, havia, também, cerca de 50 pessoas. Mas essas pessoas não viam Nossa Senhora.
Lúcia começou a falar com Nossa Senhora.
Lúcia: “Vossemecê que me quer? ”Nossa Senhora: “Quero que venhais aqui no dia treze do mês que vem. Que Rezeis o Terço todos os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero”
Lúcia pediu a cura de uma pessoa doente, e Nossa Senhora lhe disse:
Nossa Senhora: “Se se converter, curar-se-á durante o ano.”
Lúcia: “Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu”.
Nossa Senhora: “Sim. A Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu, ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação. E serão queridas de DEUS estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono”.
Lúcia: “Fico cá sozinha?”
Nossa Senhora: “Não filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus”.
Foi no momento em que disse estas últimas palavras, que Nossa Senhora abriu as mãos e iluminou os pastorinhos, pela segunda vez, com o reflexo dessa luz imensa. Nela eles sentiram-se como que envolvidos por Deus.
À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um Coração cercado de espinhos, que pareciam estar cravados nele. Os três pastorinhos compreenderam que era o Imaculado Coração de Maria, ofendido pelos pecados da humanidade, que queriam ser reparados.
Nossa Senhora, envolta ainda na luz que dEla irradiava, elevou-se sem esforço, suavemente, até desaparecer.
Terceira Aparição de Nossa Senhora de Fátima
Dia 13 de Julho de 1917.

Representação da visão do inferno, descrita por Nossa Senhora aos pastorinhos durante a terceira aparição
Uma nuvenzinha pairou sobre a azinheira. O sol se ofuscou. Uma brisa fresca soprou sobre a terra, apesar de ser o auge do verão. Os pastorinhos viram o reflexo da luz – como nas aparições anteriores – e, em seguida, viram Nossa Senhora sobre a arvorezinha chamada azinheira.
Então, Lúcia pergunta a Nossa Senhora:
Lúcia: Vossemecê que me quer?
Nossa Senhora: Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vêm, que continuem a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer”.
Lúcia: Queria pedir-lhe para nos dizer quem é, e para fazer um milagre, com que todos acreditem que vossemecê nos aparece.
Nossa Senhora: Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi quem sou, o que quero, e farei um milagre, que todos hão de ver para acreditarem.
Lúcia fez alguns pedidos de conversões, de curas e de outras graças.
Nossa Senhora responde recomendando sempre a reza do Terço, que assim alcançariam as graças durante o ano.
Depois acrescentou:
Nossa Senhora: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício:
Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.
Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos meses anteriores.
“O reflexo de luz (que delas saía) pareceu penetrar na terra. E vimos como que um grande mar de fogo. E, mergulhados nesse fogo, estavam os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados – semelhante ao cair das fagulhas nos grandes incêndios – sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizavam e faziam estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa.
A visão durou apenas um momento, durante o qual Lúcia soltou um
Lúcia: “Ai!”
Assustados, e como a pedir socorro, as três crianças levantaram os olhos para Nossa Senhora, que lhes disse, com bondade e tristeza:
Nossa Senhora: “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração.
Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá, de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome, e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para impedir isso, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz. Se não, espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados. O Santo Padre terá muito que sofrer. Várias nações serão aniquiladas.Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal, conservar-se-á sempre o dogma da Fé. Isto não digais a ninguém. Ao Francisco sim, podeis dizê-lo.
E, passados uns instantes, Nossa Senhora disse aos pastorinhos:
Nossa Senhora: Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem”.
Lúcia: “Vossemecê não me quer mais nada? “
Nossa Senhora: Não, hoje não te quero mais nada”.
E, como de costume, Nossa Senhora começou a elevar-se até desaparecer no céu. Ouviu-se, então, uma espécie de novo trovão, indicando que a aparição tinha terminado.
Quarta Aparição de Nossa Senhora de Fátima
Dia 15 de Agosto de 1917.

Quarta aparição: Lúcia, sentindo que alguma coisa de
sobrenatural se aproximava
e os envolvia, mandou
chamar Jacinta às pressas
Lúcia estava com Francisco e mais um primo, no local chamado Valinhos – uma propriedade de um de seus tios – quando, pelas 4 horas da tarde, começaram a se produzir as alterações atmosféricas que precediam as aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria. Ou seja, um súbito refrescar da temperatura e uma diminuição da luz do sol.
Lúcia, sentindo que alguma coisa de sobrenatural se aproximava e os envolvia, mandou chamar às pressas Jacinta, a qual chegou em tempo para ver Nossa Senhora que
– anunciada, como das outras vezes, por um reflexo de luz – apareceu sobre a árvore chamada azinheira, um pouco maior que a da Cova da Iria, onde tinham-se dado as aparições anteriores.
Lúcia pergunta a Nossa Senhora:
Lúcia: “Que é que Vossemecê me quer?”
Nossa Senhora: “Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13, e que continueis a rezar o terço todos os dias. No último mês farei o milagre para
que todos acreditem”.
Lúcia: “Que é que Vossemecê quer que se faça do dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?”
Nossa Senhora: “Façam dois andores. Um, leva-o tu com a Jacinta, e mais duas meninas vestidas de branco. O outro, que o leve o Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário, e o que sobrar, é para a ajuda de uma capela que hão de mandar fazer”.
Lúcia: “Queria pedir-Lhe a cura de alguns doentes”.
Nossa Senhora: “Sim, alguns curarei durante o ano”
E, tomando um aspecto mais triste, recomendou-lhes que rezassem muito pelos pecadores:
Nossa Senhora: “Rezai, rezai muito, e fazei sacrifícios pelos pecadores; que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.
E, como de costume começou a elevar-se até desaparecer. Os pastorinhos cortaram ramos da árvore sobre a qual Nossa Senhora lhes tinha aparecido e levaram para casa os ramos exalavam um perfume suave.
Quinta Aparição de Nossa Senhora de Fátima
Dia 13 de Setembro de 1917.

Nossa Senhora de Fátima confiou três segredos à Lúcia, que continuou A servindo até o fim de sua vida.
Como das outras vezes uma série de fenômenos atmosféricos foram observados pelas pessoas que tinham ido à Cova da Iria. Calculou-se que estavam presentes entre 15 e 20 mil pessoas.
O súbito refrescar da atmosfera, o empalidecer do sol até o ponto de se verem as estrelas, uma espécie de chuva como que de pétalas ou flocos de neve, que desapareciam antes de pousarem na terra.
E desta vez, foi notado um globo luminoso, que se movia, lenta e majestosamente pelo céu de um para outro. E que, no final da aparição, moveu-se em sentido contrário.
Os três pastorinhos notaram, como de costume, o reflexo de uma luz e, a seguir, viram Nossa Senhora sobre a azinheira.
Nossa Senhora: “Continuem a rezar o Terço para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo. Deus está contente com
os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda, trazei-a só durante o dia”.
Lúcia: “Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: cura de alguns doentes, de um surdo-mudo”
Nossa Senhora: “Sim, alguns curarei, outros não. Em Outubro farei um milagre para que todos acreditem.
E, começando a elevar-se, desapareceu como de costume.
Sexta Aparição de Nossa Senhora de Fátima
Dia 13 de Outubro.

A multidão assistiu, impressionada, ao
extraordinário Milagre do Sol. Uma grande multidão rezava o Terço na Cova da Iria. Os três pastorinhos notaram o reflexo de uma luz e, em seguida, viram Nossa Senhora sobre a azinheira.
Lúcia: “Que É que Vossemecê me quer?
Nossa Senhora: “Quero dizer-te que em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”
Lúcia: “Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia uns pecadores...
Nossa Senhora: “Uns sim, outros não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados”.
E, tomando um aspecto mais triste, disse:
Nossa Senhora: “Não ofendam mais a DEUS Nosso Senhor, que já está muito ofendido”.
Em seguida, Nossa Senhora abrindo as mãos fez que elas se refletissem no sol, e começou a se elevar para o Céu.
Nesse momento, Lúcia apontou para o céu e gritou:
Lúcia: “Olhem para o sol!”
A multidão assistiu, então, ao grande milagre do sol. Enquanto isso, os pastorinhos viram São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário. Era a Sagrada Família. A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também estava vestido de branco, e o Menino Jesus de vermelho claro. São José abençoou a multidão, traçando três vezes o Sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo. Lúcia então, teve a visão de Nossa Senhora das Dores, e de Nosso Senhor, acabrunhado de dor, no caminho do Calvário. Nosso Senhor traçou um Sinal da Cruz para abençoar o povo. Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao colo. Enquanto os pastorinhos tinham essa visão, a grande multidão de quase 70 mil pessoas, assistiu ao milagre do sol.
Tinha chovido durante toda a aparição. Mas, no momento em que a Santíssima Virgem desaparecia, e que Lúcia gritou “olhem para o sol!”, as nuvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata. Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava. A imensa bola começou a “bailar”. Como uma gigantesca roda de fogo, girava rapidamente. Parou por um certo tempo, mas, em seguida, começou a girar sobre si mesmo, vertiginosamente. Depois, seus bordos tornaram-se vermelhos, e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas de fogo.
Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores. Em seguida, por três vezes ficou animado de um movimento rápido. O globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada. Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, e ficou novamente tranqüilo e brilhante, com o mesmo brilho de todos os dias. Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente. O milagre do sol foi visto, também, por numerosas testemunhas que estavam fora do local das aparições, até a 40 quilômetros de distância. O jornal “o século” de grande circulação em Portugal, documentou esse espetacular milagre do sol, e publicou uma grande reportagem sobre esse impressionante acontecimento.

