quinta-feira, 24 de março de 2011

Campanha da Fraternidade segue com plantio da primeira muda

Fonte: PASCOM
No último sábado (19), na comunidade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Destilaria), foi plantada a 1ª muda das árvores da Campanha da Fraternidade (Fraternidade e a Vida no Planeta).
Durante o dia, Cônego Severino Fernando (pároco) empenhou-se em visitar os enfermos daquele povoado, os quais foram elencados dentre as intenções da Santa Missa realizada à noite. Sobre o ato, enfatizou que a árvore fora plantada para ser zelada por toda a comunidade e como símbolo do cuidado com a natureza. "Cuidando desta planta mostraremos que nos preocupamos em curar a febre do planeta", acrescentou.

Fonte: PASCOM

No momento do plantio, os fiéis da comunidade cantaram em uma só voz o hino da Campanha da Fraternidade (2011) , numa verdadeira confraternização de alegria, restando notável pelo olhar de cada um deles o compromisso em dedicar-se à nova vida trazida àquele lugar.
As mudas, doadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), foram entregues na Missa de lançamento da Campanha da Fraternidade  em nossa paróquia, como ato concreto de conscientização e transformação social, e breve serão todas plantadas nas outras comunidades paroquiais.



Por PASCOM
Camila Moisés (produção) 
Aurélio Ramos (finalização e edição)

terça-feira, 22 de março de 2011

Quaresma, tempo de conversão



Por seminarista Rafael dos Santos*


Sempre que a Igreja está perto de uma grande festa ela se prepara. Ao decorrer do ano litúrgico vemos o quão ela dá ênfase aos grandes acontecimentos da história da salvação que tem como centro o Cristo, enviado por Deus para nos redimir com seu sangue.
O mistério da vida, morte e ressurreição de Jesus é celebrado a cada eucaristia, mas vivido intensamente nos tempos que nos proporciona a santa mãe Igreja. São eles momentos de reflexão na fé que cremos e conversão contínua do coração ao Cristo que professamos. Sem lógica ficaria este crer sem um autêntico testemunho de vida. Assim como uma fé morta, não edificaria nada e o que construísse seria vazio como ela e cederia com a primeira ventania do dia.
Como no advento, agora na quaresma somos convidados à uma vida segundo os desígnios de Deus, que já tendo enviado seu Filho no natal, agora nos faz partícipes de sua natureza pelo sacrifício da Cruz, sinal do amor que ele nos cumula, cumprindo a promessa feita a nossos pais.
É sem duvida um tempo privilegiado de conversão e, sobretudo, de escuta da palavra de Deus. Este é o tempo de preparação para o ápice da vida terrena do Messias; o servo sofredor que veio para fazer a vontade de seu Pai celestial, a sua páscoa. Assim mortos com Cristo e ressuscitados nEle, devemos viver segundo uma moral de ressuscitados e não segundo os interesses e desejos nossos e deste mundo, que muitas vezes são tão contrários aos desígnios de Deus. Vivamos, pois, o exemplo de Cristo, que prova pela sua vida, que não há nada mais importante que a obediência ao Pai.
É um tempo de penitência e encontro com Jesus Eucaristia. O Concílio Vaticano Segundo recomenda que “a penitência quaresmal não seja só interna e individual, mas, sobretudo externa e social. E a prática penitencial, segundo a as possibilidades de nosso tempo e das diversas regiões, como também consoante as condições dos fiéis" (SC 110). Participar do sacrifício da Santa Missa significa percorrer, juntamente com Cristo, o itinerário da provação e assumir, como participantes de sua vida, a sua cruz, que por justiça é mais nossa do que dEle.
A liturgia da palavra deste tempo vai focar a conversão do coração como meio de conversão. Convida-nos a fazer dele o altar do sacrifício onde devem ser imoladas as nossas vontades e interesses. É comum no evangelho a crítica de Jesus ao farisaísmo e com mais relevância à hipocrisia. Se formos à origem etimológica da palavra, veremos que hipocrisia deriva do grego  hipo (abaixo, escondido)  crisis (jugo, julgamento). L
iteralmente diríamos: é aquele que tem pouco juízo, não pensa bem as coisas, ou que tem o juízo escondido, que tende a esconder sua real maneira de ser. Logo, Jesus condena essas práticas de vida dupla e imoralidades próprias de seu tempo e tão comuns na sociedade hodierna.
Enfim, o tempo quaresmal é um tempo de conversão. De mudança de hábitos, de mudança de coração.
Eis que o reino de Deus está perto. E, como vai a minha vida? Como vai a minha caminhada para conquista deste novo reino que se anuncia? Devo estar restaurado como uma veste esplendorosa, lavada pelo sangue do cordeiro.

*Seminarista da diocese de Frederico Westphalen – RS cursando o 2º de  filosofia no ano de 2011 no Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil
terça-feira, março 22, 2011Anônimo1 comment

Festa da acies

No dia 26 de março, a partir das 14h, na igreja matriz de nossa paróquia, acontecerá a grande festa da acies, que contará com a presença de todos os legionários.



Fonte: arquivo de festas anteriores

Fonte: arquivo de festas anteriores

A "ACIES" (do livro "Solenidades Legionárias")

Dada a importância da devoção à Santíssima Virgem dentro da Legião, os legionários se consagrarão, todos os anos individual e coletivamente a Nossa Senhora, no dia 25 de Março ou em outro dia conveniente, nas proximidades desta data, numa cerimônia que tem o nome de Acies.
Esta palavra latina, que significa um exército em ordem de batalha, designa, com razão, a cerimônia em que os legionários, como um só corpo, se reúnem para renovar a sua fidelidade a Maria, Rainha da Legião, e dela receber a força e a bênção para um novo ano de combate contra o exército do mal. Contrasta, além disso, com Praisidium, que apresenta a Legião, não em formação de combate, mas espalhada em várias seções, ocupadas cada qual no seu próprio trabalho.
A Acies é a grande solenidade do ano, a festa central da Legião. Insista-se, pois, com cada legionário, sobre a importantíssima obrigação de a ela assistir. A idéia central, sobre a qual tudo na Legião se sustenta, é o trabalho em união e sob a dependência de Maria, sua Rainha. A Acies é a solene declaração desta união e dependência, a renovação - individual e coletiva - do compromisso de fidelidade da Legião. Por isso, todo o legionário que, podendo assistir, não o faz, tem pouco ou nenhum espírito da Legião. Não vale a pena ter tais membros.
Eis o processo a seguir:
No dia fixado para a cerimônia, os legionários se reunirão, se possível, numa igreja. Em lugar conveniente será colocada a imagem da Imaculada Conceição, condignamente enfeitada de flores e velas e, em frente, o Vexillum Legionis, modelo grande, conforme atrás ficou descrito,
A cerimônia começa por um cântico, seguido da reza das Orações Iniciais, incluindo o Terço. Em seguida, um sacerdote falará sobre o significado da Consagração a Nossa Senhora.
Terminada a Alocução, começa o desfile em direção à imagem. À frente vão os Diretores Espirituais, um a um; atrás, os legionários, um a um, ou dois a dois, se forem numerosos, Chegando em frente do Vexillum, param e, colocando a mão sobre a haste do estandarte, pronunciam, ( um a um, ou dois a dois ), em voz alta e nestes termos, a consagração individual: "Eu sou todo vosso, ó minha Rainha e minha Mãe, e tudo quanto tenho vos pertence". Feito isto, largam o Vexillum, inclinam-se levemente e afastam-se.
Se os legionários forem numerosos, a consagração individual poderá durar bastante tempo, mas a cerimônia não deixará de ser, por isso, menos impressionante, O órgão ou harmônio contribuirá para tornar o desfile mais solene.
Não se pode usar mais do que um Vexillum. Tal processo abreviaria a cerimônia, é certo, mas destruiria a unidade. A pressa soaria desarmoniosamente no conjunto. A característica especial da Acies há de ser a ordem e a dignidade.
Logo que todos estejam nos seus lugares, um sacerdote, em nome de todos os presentes, lerá em alta voz um ato de Consagração a Nossa Senhora. Depois, de pé, rezam a Catena, finda a qual, se é possível, dar-se-á a Benção do Santíssimo Sacramento. A cerimônia termina com as Orações Finais da Legião e um cântico.
Pode-se incluir a Missa na Acies. Ocupará talvez o lugar da Benção do Santíssimo Sacramento, mantendo sem alteração os outros elementos da cerimônia. A celebração do Mistério Pascal absorverá em si e apresentará ao eterno Pai, pelo "único Mediador"e no Espírito Santo, as consagrações e ofertas espirituais que acabam de ser colocadas nas mãos maternas da "mais generosa cooperadora e escrava humilde do Senhor" (LG 61).
A fórmula da consagração: "Eu sou todo vosso, etc."não deverá ser pronunciada mecânica ou irrefletidamente. Cada um deverá concentrar nela o mais perfeito grau de entendimento e de gratidão. Para conseguirem isto mais facilmente, convém estudar a "Síntese Marial" que consta do Apêndice 11. Esforça-se esta por mostrar o papel único desempenhado por Maria na salvação e, por conseqüência, a extensão da dívida de cada um para com Ela. Talvez a Síntese possa constituir o objeto da Leitura Espiritual e da Alocução na reunião do Praesidium um pouco antes da Acies. Sugere-se o seu uso também como Ato Coletivo de Consagração na própria cerimônia.
Maria é o terror das potestades do inferno. Ela é "terrível como um exército em ordem de batalha" (Ct 6,3 ) porque, como Chefe experimentado, sabe dispor do Seu poder, da Sua misericórdia e das Suas orações, para confusão dos Seus inimigos e proveito dos Seus servos" (S. Afonso de Ligório).


por PASCOM
Rio Largo

quarta-feira, 16 de março de 2011

Paróquia lança Campanha da Fraternidade 2011


Domingo (13), a paróquia realizou Missa de lançamento da Campanha da Fraternidade 2011, que tem como tema “Fraternidade e a vida no planeta” e lema “A criação geme em dores de parto (Rm 6, 22)”.
Na homilia, Cônego Severino Fernando mencionou os recentes abalos sísmicos e 'tsunamis' no Japão, exemplificando-os como prováveis revoltas da natureza em razão das constantes ameaças humanas, recordado, ainda, as enchentes enfrentadas pelo nosso povo em junho de 2010.
Na ocasião, como ato concreto de conscientização e transformação social,  foram entregues mudas de árvores aos coordenadores para plantio em cada uma das dezesseis comunidades da paróquia, e uma foi entregue também ao prefeito Antônio Lins de Souza Filho, simbolizando o cuidado que deve ter com a população riolarguense.
Na quarta-feira de cinzas (9), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por seu secretário geral dom Dimas Lara Barbosa, em entrevista coletiva de lançamento, disse que a Campanha deste ano apresenta o aquecimento global e as mudanças climáticas como pontos de grande preocupação e, “a partir desses pontos, a Igreja no Brasil vem mostrar que estamos preocupados em discutir temas relevantes para a sociedade viver melhor”, ressaltou dom Dimas (cnbb.org.br).

PASCOM - Rio Largo

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pe José Cicero Silvestre Motiva Paróquia Rumo aos 70 Anos

Este ano, a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição (Rio Largo/AL) comemora os seus 70 anos (Ser Paróquia de Nossa Senhora).
Em todos os recantos já ecoam júbilos de gratidão ao Pai Eterno pelas graças experimentadas ao longo desse período e por aquelas que ainda virão, segundo a Sua benevolência.
Confira Pe José Cicero Silvestre (pároco de Nossa Senhora da Conceição, Chã Preta/AL) em mensagem motivadora direcionada ao povo de Deus desta Comunidade de Fé.





Por Aurélio Ramos (PASCOM)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Vida Nova Completa Treze Anos

Sábado (26), o grupo de jovens Vida Nova, da Comunidade do Centro, comemorará o seu 13º aniversário.
Às 19h, na igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, será realizada Missa em ação de graças e, logo após, haverá confraternização na Escola Estadual Francisco Leão.
Você é nosso convidado!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O nosso Deus é um Deus amante!


“Tendo amado os seus, amo-os até o fim” (Jo. 13,1). Que grande mistério se mostra, sem que os possam ver! Ao olhar para o sacrário, me volto de um amor amante que quer ser amado. É o meu senhor que ai está sob a espécie do pão, a todo instante a minha espera. Fito-o e não vejo nada com os olhos do corpo, mas, pela graça, consigo agora enxergá-lo com o coração. Compreendo senhor, em parte, onde queres conduzir-me, mas, minha alma ainda não ver completamente a dimensão de teu amor.
Como é grande e inigualável o amor de nosso senhor. Que se doa sem reservas pelo outro. Entremos em seu coração e lá no seu intimo; perguntemo-lo o que ele quer de nós. Pois, a cada gesto de amor devo responder com mais amor. Mesmo sem poder retribuir o seu gesto faríamos a mínima reparação pela sua paixão. Há quão doce é o senhor para fazer-nos contemplar a sua face.
Meus amigos, no mundo nem tudo é alegria. Há tantos sofrimentos! E o que fazer? A esta pergunta deixo-vos a seguinte resposta: com Jesus o sofrimento deve ser motivo de alegria. Sem Cristo ele seria insuportável, com Cristo ele não é nada comparado ao que podemos suportar. A cruz não nos deve fazer perder a paz! Mas é ela que nos há de infundí-la em nossos corações, e ainda, sem Jesus a cruz não tem sentido algum só passa de sofrimento, mas, com ele é motivo de alegria.
Meus irmãos agora eu compreendo nesta vida, que as necessidades, a humilhação, a distancia e até os mais horríveis sofrimentos pelos quais vocês nem imaginam, não significam nada diante daquilo que nos espera. Como somos fracos às vezes em colocar obstáculos acima de Jesus. Nada é maior do que ele!
Encorajo-os a prosseguirem na fé que receberam no batismo. E que lutem, a cada instante, para que nada possa abalar a vossa confiança em Deus. nEle confiem cegamente.
Ele não vos deixará faltar nada, e quando faltar alguma coisa tenha a certeza de que aquilo não era tão necessário, e se for, ofereça-o por muitos que não o tem.
Aqui termino estas linhas. Espero que continuemos unidos na fé em nosso Senhor e na esperança que não há de nos decepcionar. Ele é nosso pastor e guia é o nosso salvador. Durante a quaresma meditem sobre os passos de sua cruz e deixem-se preencher por seu amor e verão quão maravilhoso é o nosso Deus. Não se esqueçam das praticas de piedade e do mais importante: a confissão.


“Eu conheço os que escolhi”(Jo 13,18)
Seminarista Rafael dos Santos
Diocese de Frederico Westphalen - RS

Os movimentos na Igreja




O Concilio Vaticano II


Afinal o que são os movimentos na Igreja? Não nos atrevemos a dar uma definição, pois, ainda é muito cedo para podermos falar alguma coisa a esse respeito. Nem mesmo o Magistério da Igreja deu uma definição precisa do que são eles são realmente, apenas caracterizou-os como um fenômeno eclesial.
A definição que porventura poderíamos chegar fica no nível experiencial: São grupos de pessoas que vivem em torno de um carisma particular dado por Deus a um determinado fundador com uma espiritualidade própria, baseada no Evangelho e uma metodologia apostólica individual para cumprir com eficácia seu carisma e assim servir a Igreja.
Todos os movimentos têm suas características que podemos identificar no seu modo de agir que o diferencia dos demais, sendo que todos têm algo em comum que deverá integrar suas riquezas particulares que são seus carismas oferecendo à Igreja com amor e dedicação para que os homens venham através deles alcançar a santidade.
Todos os movimentos são constituídos por homens, assim todos estão sujeitos a cometer alguns erros, o que até certo ponto podemos compreender, mas tem algumas coisas que podem ser caracterizadas como grande mal e prejuízo para o próprio movimento como para a Igreja e isso deve ser cuidado com muita atenção por parte de suas autoridades.
Os movimentos eclesiais são, no século XX e XXI, uma resposta do Espírito Santo aos desafios para a evangelização de um mundo sujeito a continuas mudanças e o mal do secularismo. Não podemos esquecer também que esses movimentos são como oásis no deserto que nos ajuda a descansar e recuperar as nossas forças e por fim é um caminho seguro para alcançarmos à santidade.



Seminarista Rafael dos Santos
Diocese de Frederico Westphalen - RS

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Paróquia Realiza Formação Continuada para Catequistas

Desde o dia cinco (05) de fevereiro, os catequistas da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição estão realizando  Formação Continuada na área da catequese, com a finalidade de aprimorar o fazer catequético e oferecer uma catequese dinâmica, atualizada, centrada em Jesus Cristo e na sua mensagem de salvação.
A formação é para todos os catequistas da Pré-Eucaristia, Eucaristia, Crisma e Perseverança, bem como para aqueles que sentirem o desejo de servir a Deus por meio da catequese.
O encerramento será no dia vinte e seis (26) de fevereiro.
Confira a nossa programação.

05 de fevereiro, das 9h às 12h - Reunião formativa e planejamento do ano de 2011 com os coordenadores de catequese das comunidades.
Local - igreja matriz

12 de fevereiro ---- Oficina Catequética
· Tema: Técnicas para uma catequese dinâmica
· Horário: 13h ás 17h
· Local: Centro de Pastoral João Paulo II
· Formador: Severino

19 de fevereiro ---- Oficina Catequética
· Tema: A importância das dinâmicas na catequese e catequese dinâmica
· Horário: 13h ás 17h
· Formador: Cristiane
· Local: Centro de Pastoral João Paulo II
26 de fevereiro ------ Oficina Catequética
· Tema: A importância da música na cateques
· Horário: 13h ás 17h
· Formador: Márcio
· Local: Centro de Pastoral João Paulo II

A formação de catequistas como discípulos de Jesus Cristo é necessária para ajudá-los a aprofundar sua consciência vocacional, além de compreender um aprendizado laborioso, exigente e permanente, pois o catequista não nasce; é feito. A finalidade da ação formativa se orientará para que ele chegue a ser educador na fé ao estilo da pedagogia de Jesus (cf. 1 Pd 2, 21 – 25).

(do livro III Semana Latino-Americana de Catequese, 1ª edição, p 42, 2008)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Caro internauta, gostaria de que lesse este texto do exegeta Pe. Ignace de La Potterie.
Como nos manifesta Dom Henrique Soares, no seu blog visão cristã, "um grande exegeta e teólogo que é fiel a Cristo e à fé da Igreja, sem escorregar nas bobagens e teorias heterodoxas de tantos “teólogos” de hoje".
É bom termos contato com textos como esse que nos apresentam reflexões tão bonitas acerca de nossa fé. O texto pode ser encontrado no seguinte endereço:
http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=22046.
Aprecie.
Filhos de Deus não se nasce, torna-se! 
(apenas uma primeira parte que nos deixa com vontade de degustá-lo ainda mais) [NA]


A Igreja celebrou há pouco com o Santo Natal o nascimento no tempo do Unigênito eterno Filho de Deus. Segundo uma teologia cada vez mais difusa, com a encarnação do Filho derivaria de maneira automática a atribuição imediata da filiação divina a cada homem. No sentido que todo homem, que o saiba ou não, que o aceite ou não, vive já radicalmente em Cristo. Segundo esta teologia, Cristo, ainda antes de ser o chefe da Igreja, é o chefe de toda a criação. Todo homem lhe pertence antes mesmo de ser alcançado e transformado pelo seu Espírito.
Esta concepção pretende encontrar um aval na afirmação de Santo Tomás de Aquino segundo o qual “considerando a generalidade dos homens, por todo o tempo do mundo, Cristo é o chefe de todos os homens, mas segundo graus diversos” (Summa theologiae III, 8,3) retomada da constituição pastoral Gaudium et spes do último Concílio: “Com a encarnação o Filho de Deus uniu-se de algum modo a todo homem” (22). Mas se fossem retiradas da frase da Summa theologiae e da frase da Gaudium et spes os incisos “segundo graus diversos” e “de algum modo” não se respeitariam todos os dados da fé católica. E de fato o mesmo Concílio na constituição dogmática Lumen gentium (13), seguindo fielmente a Tradição, distingue claramente entre a chamada de todos os homens à salvação e a pertença em ato dos crentes à comunhão de Jesus Cristo. Segundo o método próprio de toda a revelação bíblica.
Se, com a encarnação do Verbo, a filiação divina fosse atribuída imediatamente a cada homem, o mistério da escolha ou eleição e portanto a fé, o batismo e a Igreja não teriam mais algum papel constitutivo para a salvação: a missão da Igreja no mundo seria apenas a de fazer todos os homens do mundo tomarem consciência desta salvação já presente no profundo de cada um. Em suma, cada homem, na virtude da encarnação do Verbo, conquistaria automaticamente, mesmo se inconscientemente, “a existência em Cristo” recebendo assim, em virtude da sua transcendência como pessoa humana, os efeitos salvíficos da redenção operada por Jesus Cristo. Seria um “cristão anônimo”.
Já Erik Peterson, o famoso estudioso alemão convertido do luteranismo ao catolicismo, no seu ensaio de 1933 Die Kirche aus Juden und Heiden (A Igreja composta por Judeus e Gentios), comentando os capítulos de 9 a 11 da carta de São Paulo aos Romanos, explicava que não pode existir um cristianismo reduzido à ordem meramente natural, no qual os efeitos da redenção operada por Jesus Cristo seriam transmitidos geneticamente, por via hereditária, a cada homem, pelo único critério de compartilhar com o Verbo encarnado a natureza humana. A filiação divina não é o êxito automático garantido pela pertença ao gênero humano. A filiação divina é sempre um dom gratuito da graça, não pode prescindir da graça doada gratuitamente no batismo e reconhecida e acolhida na fé. Um trecho de São Leão Magno, lido na liturgia do Advento, esclarece com precisão a relação entre a encarnação e o batismo: “Se Aquele, que é o único livre do pecado, não tivesse unido a si a nossa natureza humana, toda a natureza humana teria permanecido prisioneira sob o jugo do diabo. Nós não poderíamos ter tido parte à gloriosa vitória dele se a vitória tivesse sido reportada fora da nossa natureza. Por causa desta admirável participação à nossa natureza resplendeu para nós o sacramento da regeneração, para que, em virtude do mesmo Espírito por obra do qual foi gerado e nasceu Cristo, também nós, que nascemos da concupiscência da carne, nascêssemos de novo de nascimento espiritual”. E Santo Agostinho no De Civitate Dei escreve: “A natureza corrupta pelo pecado gera, portanto, os cidadãos da cidade terrena, enquanto a graça que libera a natureza do pecado gera os cidadãos da cidade celeste. Por isso os primeiros são chamados vasos de ira: os outros são chamados vasos de misericórdia. Existe um símbolo disso também nos dois filhos de Abraão. Um, Ismael, nasceu segundo a carne da escrava Agar, o outro, Isaac, nasceu segundo a promessa de Sara, que era livre. Ambos são estirpe de Abraão, mas uma relação puramente natural fez nascer o primeiro, enquanto que a promessa que é o sinal da graça doou o segundo. No primeiro caso se revela um comportamento humano, no segundo caso se revela a graça de Deus”.

(...)


Fonte: Blog Visão Cristã.
Por Seminarista Alisson P. Gomes.
Ordem de Santo Agostinho